
Mesmo que os fundadores do cristianismo tenham tentado estabelecer a base da moralidade cristã no cumprimento do amor, no conjunto geral os cristãos sempre foram coagidos pelo medo ou pela recompensa da observação. Não foi por amor ao próximo que os santos viveram uma vida de abstinência, mas sim pelo valor da virtude em si, pela dignidade pessoal que ela confere.
Isso por que o cristianismo como religião não cresceu e floresceu em um terreno vigem de ideologia, mas no centro máximo da cultura mundial de sua época e no apogeu da cultura helênica da qual influenciou profundamente os seus principais lideres que beberam tais ensinos como base moral de sua formação e estrutura intelectual. Não podia ser diferente: nem uma religião ou filosofia se forma sem um “mote” e base como pressupostos de sua legalidade.
Naquele tempo ainda não eram cuidadosamente estudados os desejos natos oriundos da sexualidade humana pelo ângulo de seu motivo instintivo e natural de procriação, mas como desvio ou baixos instintos que lutavam contra a razão. Sobre esta base estóica filosófica de que a carne é má e inferior ao espírito e a razão, toda a moralidade cristã foi formada, vendo assim os desejos sexuais como desejos impuros por si mesmo, e não pelos resultados praticos.
Por tanto por fidelidade aos formadores da doutrina cristã, até o dia de hoje os instintos e apelos sexuais são visto no cristianismo de forma pejorativa. Como tentações, e não como impulsos da natureza. E por isso são reprimidos: por se julgarem maléficos em si, não por motivos racionais de se causar o mal ao próximo envolvido na questão. Ou seja: sobre um profundo preconceito de moralidade antiga, e sobre a coibição do beneficio da obediência e prejuízo da transgressão os cristão hoje e sempre seguem a sua moral e não pelo amor.
Esdras Gregório
Escrito em 21/02/11 como continuação periódica e organizada do tema: sexualidade a-religiosa