sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O dia em que Deus chorou



Enquanto do monte, olhava a cidade, lagrimas corriam de seu rosto. Enquanto a observava no apogeu do seu presente, na mente toda a historia passada e futura daquele lugar se descortinava diante dos seus olhos.

Não podia deixar de sentir todo o drama vivido ali, posto que eles estivessem inseparavelmente ligados a si mesmo e ao seu evento inevitável. Não dava para não ver que uma oportunidade única haveria de passar, e repassar sem que eles percebessem.

O que mais doía não era o fato de que os murros seriam derrubados, mas que de novo, seriam levantados em seus corações. A maior dor vinha da recusa estalada e solidificada no ser e nas entranhas daquela geração e não somente nos singulares momentos daqueles dias.

Dentro de si, havia um desejo impotente de trazê-los para perto, por isso suas lagrimas corriam abundantemente. Por isso seu coração colocava para fora toda aquela dor eterna de rejeição representada naquela gente.

Deus estava ali, mas preferiram adorar e idolatrar o Templo, a Lei, o Sábado e as Escrituras.

Gresder Sil

12 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Pô filósofo da graça, já colocaste outra pérola poética? o assunto da graça paulina que não é mais paulina, que é existencial, ainda tem muito o que render, não acha não?

É isso: a graça deixa deus "fraco e impotente". O deus do AT que você tanto admira, o deus dos exércitos, o deus da guerra, o deus da monarquia, resolveu ser gracioso e enfraqueceu-se ao ponto de esvaziar-se.

Edson Moura disse...

Vejo que voltou a filosofar irmão!

Gostei desse novo artigo (tudo bem que ele é um pouquinho menor que o anterior né?! mas tá bom assim. Rsrsrs

É lamentável Gresder, que tantas e tantas pessoas deixem de lado esse Jesus ao qual nós resolvemos abraçar.

A rejeição "é dor pra mais de metro" mano. Deveríamos mais vezes, parar de pensar um pouco, nos açoites, nas cusparadas, nos pregos, na crúz, e pensarmos na rejeição que nosso irmão passou, na ingratidão da que foi vítima.

Acho que para tudo na vida há uma justificativa, menos para a ingratidão.

Se alguém mata...ele pode alegar que foi pra se defender.

Se rouba...pode dizer que é porque estava com fome.

Se um marido trái sua esposa...pode dizer que não estava recebendo carinho e etc...

Mas e a ingratidão?

Quem pode explicar porque esta sendo ingrato?

Hoje Gresder, eu sinto apenas uma fração dessa ingratidão e rejeição.Mas confesso à você irmão:

Não tem como evitar as lágrimas.

Boa noite.

Levi Bronzeado disse...

Dentro de si, havia um desejo impotente de trazê-los para perto, por isso suas lagrimas corriam abundantemente”.

Que construção meu camarada. Estás cada vez mais existencialista, hein?

Se te pegarem aí em Campinas, não te atemorizes. Como consolo, lembra-te que houve um existencialista (Sartre) que disse: “ O inferno são os outros” (rsrsrsrs)

Sinto-me gratificado, ao me identificar (um pouco) com esse Deus encarnado, que chorou sobre Jerusalém ao se sentir impotente, quando assim falou:

“[...] quantas vezes eu quis juntar os teus filhos como a galinha junta os seus pintinhos debaixo das asas, e não consegui fazer com que isso acontecesse. [...] ─ (Mateus 23 : 37)

Faço minha as sábias palavras do grande humanista Jó (23; 11) : “Nas Suas Pisadas os Meus Pés se Firmaram”

Agradeço, pela reflexão que o teu texto provocou em mim.


Abçs,
Levi B. Santos

Gresder Sil disse...

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Levi eu é que me sinto gratificado por ter leitores como você e os outros, sabe ao iniciar o blog eu me preocupei em se ia ter assunto o suficiente, mas vejo que um pode instigar o outro de forma que alem de eu ter um arsenal de textos no word eu tenho um monte de coisas na cabeça, influenciado por voces, o meu único problema é que eu estou usando rapidamente Internet emprestada e por isso só estou aqui no meu blog mas assim que voltar ao normal eu passo lá.

Marcio Alves disse...

Que Deus é esse, que nasce pequeno bebe, engatinha e mama nos seios de sua mãe?

Que Deus é esse, que trabalha como carpinteiro?

Que Deus é esse, que vive, anda, senta, come e bebe com os mais vis pecadores?

Que Deus é esse, que vive nossa vida, nossas crises, nossos medos, e morre nossa morte?

Que Deus é esse, que se compadece dos pobres e indefesos?

Que Deus é esse, que é esmagado pela violência humana?

Que Deus é esse, sensível ao drama humano, que sente a nossa dor?

Que Deus é esse, que chora o nosso choro, alegra-se com a nossa alegria?

Que Deus é esse, que abre mão da lei, por causa da vida?

Que Deus é esse, que não se importa em ser incoerente para defender vidas.

Que Deus é esse, que ao invés de mostrar poder, se mostra frágil?

Que Deus é esse, que ao invés de manipular, deixa-se livre?

Que Deus é esse, que abre mão do poder, por causa do seu imensurável Amor?

Que Deus é esse?


Esse é o nosso Deus!

Seu maior poder não reside em ser mais poderoso e mais forte do que todos os outros deuses, mas no seu mais frágil e sensível Amor.

Viva a esse Deus frágil!

Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Jovem S2 disse...

Oi!!!!
Blz?
Espero q sim.
Que coinsidencia sermos da mesma cidade, nunca imaginei que eu iria encontrar um conterraneo no blogspot.
Vlw o comentario!!!!!
Bjux!!!!

Gresder Sil disse...

.
Edson eu não me importo com rejeição de pessoas que não me conhece.

mas ser rejeitado pelos "meus" eu ainda nunca fui (e nem quero) mas decidi que não vou deixar der amar nimguem por qualquer coisa que elas façam ou deixem de faser por mim, isso digo de todos que eu amo carinhosamente, pois tudo que vier delas será simplesmente humano, e "nada que é humano me surpreende" Terêncio/Cícero/Marco Aurélio

Edson Moura disse...

É irmão, também não me importo com rejeição de pessoas que não conheço.

Mas quando eu coloquei no comentário rejeição seguido por "ingratidão", fica implícito que eu estou falando de pessoas que conheço...e muito bem...afinal são sangue do meu sangue.

Não se pode chamar uma pessoa de ingrata, se você nunca fez nada por ela.

Abraços!

Eduardo Medeiros disse...

Olha, não é que estou gostando dessa ideia de um Deus fraco, impotente, esvaziado? ainda que não aceite isso como fato histórico mas como símbolo que promove a vida, que promove a existência, do aqui e agora, não de um futuro no além que nada tem a ver com a nossa existência real.

Acho que devíamos criar uma nova igreja: Igreja Existencialista para a Plenitude da vida. rssss
Márcio e Gresder seriam os pastores e pregadores, Levi e Edson, líderes dos conselheiros, e eu, seria o tesoureiro haaaaa

Marcio Alves disse...

Desde que você – meu caro Eduardo – não tivesse a oportunidade de pregar, pois se não, não teríamos um se quer membro, você mataria a Fé de todos, com seus símbolos, mitos e fabulas! Rsrsrsrsrs

Mas a idéia até que é boa............

Edson e Levi seriam os grandes apóstolos anciões...........rsrsrsrsrs

Eduardo Medeiros disse...

Vou então filosofar à moda Gresderchiana:

A fé, muitas vezes, tem que morrer, visto que perdeu o sentido; ficou só; a morte da fé é a salvação dessa mesma fé.

Marcio Alves disse...

Eduardo:

Sem “rasgação de seda”, essa sua frase Gresderchiana:

”A fé, muitas vezes, tem que morrer, visto que perdeu o sentido; ficou só; a morte da fé é a salvação dessa mesma fé.”

É uma frase revolucionaria!



Certa feita estava conversando com um crente sobre assuntos concernentes a Fé.

Dado momento em nossa conversa, ele me disse, que se eu levasse adiante meus pressupostos até as últimas conseqüências – como até aqui tenho levado – acabaria matando a Fé de muitas pessoas.

Minha resposta foi parecida – claro, nada tão brilhante filosoficamente quanto sua formulação – com sua frase, pois disse a ele;

Qual fé estou tentando matar?

Uma fé ingênua, infatilizadora e alienante do si ser dos evangélicos?

Esta fé, sim, eu quero matar, para que outra nasça em seu lugar.

Muitas vezes, para se construir uma Fé, e preciso derrubar a antiga, para que outra, com significado e relevância cresça e ocupe o lugar da antiga.

Embora não tenha a percepção de que tudo é simbolismo, muita coisa dentro da fé cristã, deixou de ser para mim, literal, e passou a ser metáforas, símbolos e poesias que possuem em si mesma muita significância e relevância, até mais do que se fosse e continuasse sendo literal.

Mais importante do que ser literal ou simbólico é ter profundidade de significado e sentido para nossa existência.


Bem, outra hora conversamos mais, deixa-me ir trabalhar...........


Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém

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“todo ponto de vista é à vista de
um ponto, nos sempre vemos de um
ponto, somente Deus tem todos os
pontos de vista e tem a vista de
todos os pontos.”
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