sexta-feira, 23 de julho de 2010

O anjo das Américas



Foi no ano de mil novecentos e noventa e sete, no dia sete de julho em que o Anjo que descia da America do norte pela corrente de ar da costa atlântica veio diretamente até mim com quatro cartas seladas que só poderiam ser divulgadas setecentas semanas depois daquele dia.


Eram três anjos, cada um enviado a uma região do planeta com as ultimas revelações da vontade de Deus para sua igreja nos últimos dias antes da grande Intervenção. O que veio para as Américas estava apressado, pois deveria ajudar o que estava encontrado forte interferência atmosfera na Europa oriental.


Tudo para mim parecia um sonho projetado da minha própria imaginação ociosa, mas foi tão rápido que somente depois eu pude remoer a experiência. Eu estava a trabalho na cidade litorânea de São Vicente, a meditar na praia na minha hora de almoço em como os descobridores se alojaram naquela terra em que eu se deitava.


Com voz rouca porem nítida aquele anjo disse de imediato: isto não é um sonho, e nem uma visão, mas um intercâmbio entre eu e você, conservo do mesmo Soberano e Pai de nosso Senhor. Atente se ao que eu vou ler a você, pois você pelo seu comercio e transigência com as palavras foi indicado para multiplicar audaciosamente às quatro mensagens dirigidas as quatro igrejas que estão em todo o Brasil.




Primeira igreja:

A igreja que nasceu no norte do país diz em nome do Cabeça e Sumo Pastor das igrejas: conheço a tua historia, sei que é linda, pois foi feita com o suor dos desbravadores e pioneiros de uma fé simples sem ambição a não ser a alma dos homens. Conheço os teus homens, e sei que muitos deles ainda preservam a simplicidade de entendimento dos pais e anciões do passado, e também sei que seus filhos terceiros e quartos já não podem ver e sentir como aqueles que viram a primeira Manifestação.


E para que a terceira e quarta geração não fique sem um Contato, advirto por que te amei na tua mocidade e não deixarei seus filhos órfãos. Você tem passado dificuldades que teus pais não imaginavam e para poder sobreviver tu negaste a tua origem e entristeceste as testemunhas que dia e noite velam por ti diante de Mim.


Dizes que és santa, que tua doutrina é sã, mas és uma mentirosa, enganaste teus fieis, prometeste bênçãos dos céus aos ofertantes e dizimistas sendo que tu não és próspera, pois come teu pão no aperto. Ofereceste bênçãos aos que contribuem, mas tu deves a usurários, prometes expulsar os devoradores, mas és roubada por teus genros, dizes que você é minha, mas manténs teu poder através do trafico de influência, dizes que meu domínio é perpetuo sobre ti, mas você se mantém pelo nepotismo, patronato e coronelismo.


Mas terei misericórdia de ti, pois sei que tu fases isso não por ouro ou prata, mas para se manter e manter a fé dos simples. Tenho pena de ti, pois és escrava dos meios mundanos que os homens precisam tomar para sobreviver. Mas tu podes aliviar muito tua bagagem e tua culpa, sejas mais transparente com os teus fieis, e corte as assas dos demagogos que com sofismas tem criado emoções passageiras e improdutivas nos meus pequeninos, se não virei a vos com céticos, magos e críticos para te desnudares perante teus filhos.




Segunda igreja:

A igreja que floresceu e deu certo na região mais comercial e sudoeste do país dizes assim em nome daquele cuja riqueza maior é o amor e a fidelidade: conheço as tuas intenções, e sei que elas nunca foram puras, conheço o teu coração e sei que ele esta corrompido desde o seu inicio. O seu principal pastor quando era moço, me servia, mas quando se percebeu homem num momento como em um despertar abruto deixou de crer em tudo, e pensou em como tirar proveito do conhecimento e eloqüência que avia adquirido na mocidade.


O seu coração se encheu de ganância, e sua igreja de avareza. Fizeste comercio sagrado com mirra, incenso, azeite, linho fino, púrpura, e todo tipo de madeira, objeto de plástico, farinha, trigo, sal, arroz e óleo de cozinha, e com eles enganaste o povo miserável desta nação. A tua ambição não tem limite, prostituiste com a fé dos que oram para mortos, e dos que consultam demônios, tudo para conquistar a simpatia desta gente idolatra que não teme o meu Nome.


Tomaste posse do meu santuário, e pensaste que podes me comprar com os teus cultos e orações. A sua cegueira é tanta que proferiste as maldições e desejos de bênçãos que estão no teu coração, como seu eu coadunasse com o egoísmo de tuas vontades e sentimentos. Pois não sabes que existe muito mais vida, diversidade e necessidades além de sua tribo e de seu umbigo.


Não há para ti uma palavra de arrependimento, pois nunca me amaste de verdade, mas apenas uma imagem a qual fizeste de mim como um deus que satisfaz tuas volúpias. Portanto aos que são meus: saiam dela imediatamente, pois assassinareis seus sucessores encima do altar e tua inimiga por quem tem desejo de vingança fará com que todos os olhos vejam o seu sangue correndo em cima do dinheiro que tu adoras.




Terceira igreja:

Para igreja do sul que se formou com a vinda dos imigrantes diz em nome daquele que é Justiça e Juízo na terra: conheço teu trabalho, teus templos e tuas instituições, muito dizem que tu esta morta, mas ainda vives diante de mim.


Apesar de adormeceres durante os séculos, tu guardaste a minha Palavra. Tenho porem contra ti que no teu afã de erguer escolas, construir hospitais e cuidar do corpo dos homens deixaste a alma deste país adoecer na mão de médicos mercenários.


Levante enquanto é tempo e seja como bandeira que pregue Graça e Justiça sobre a terra, pois teu sobrenome não se manchou diante dos de fora, pois meu Nome é blasfemado por causa daqueles que com ávida ambição de crescimento tem desfigurado minha face perante os homens.


Pois senão teus filhos viverão de tua memória e te imortalizarão num túmulo de mármore para te poder celebrar como lembrança apenas. Eis que estou a tua porta e desejo te fazer referencia para os homens como lugar de consolo aos aflitos de espírito, e lugar aonde os homens possam aprender a serem íntegros de coração e puros de alma.




Quarta igreja:

Para a igreja que se volta para o centro-oeste do país diz em nome daquele que é Verdade e Eternidade: tenho observado a tua alegria e teus cânticos de júbilos, sei que espalhaste tendas pelas campinas e planaltos de todo este pais, e multiplicaste comunidades de todos os tipos e nomes, e sei que teus olhos estão postos sobre os jovens desta nação.


Mas a tua alegria é a alegria de euforia de quem cresce, de quem esta começando agora e não sabes o caminho que tem a percorrer pela frente. Encheste este país de cânticos de vitoria, multiplicaste os teus eventos de triunfo, mas não sabes que a tua alegria não esta em Mim, mas em ti mesma, nas tuas musicas, nas tuas motivações e em teus talentos.


Aviso te que os teus entusiasmos vão despertar as tuas volúpias e a tua libido, e no calor dos teus cultos e festas, os olhos instigados dos teus filhos desejarão muito mais e acabaram por saciar-se no leito da luxaria e do adultério.


És apaixonada como moça e na tua adolescência não podes ainda ouvir e aceitar minha repreensão, por isso voltarei a ti depois de perderes a virgindade de tua inocência para te fazer ver que eu sou profundo como homem feito e não superficial como a exterioridade de um belo moço.



Gresder Sil

Escrito em 30/06/10


Texto correspondente: “A Revelação de um novo Apocalipse” na coluna direita do blog

sábado, 17 de julho de 2010

Quando eu era menino pecava como menino




Gostaria que essa carta não corresse o risco de ser entendido como uma replica disputa ou justificativa, mas simplesmente como uma explicação do meu entendimento da coisa. Você me perguntou daquela ultima vez se Davi continuou (pecando) depois do arrependimento? Como se ele tivesse se tornado um santo ou casto! Ai eu respondo que sim! Davi não só continuou transando com as suas sessenta mulheres como fez da viúva de Urias a sua principal esposa. Pecado sexual no velho testamento tem a ver com a invasão da “propriedade” privada de outro homem, e não necessariamente com a quebra quase inevitável do propósito original de Genesis dois. Aja vista a farta documentação das experiências sexuais dos homens nesta época. O que muda no novo testamento? Só o fato de que nele não temos tal registro pessoal dos protagonistas.

Quanto a mim me arrepender? Não sou desonesto e ingênuo diante de Deus! Para oferecer-lhe um sentimento, consciente de que eu não sou capas de mudar a minha própria situação. Já lutei muito! Deus o sabe! Quando eu era menino, pecava como menino, agora que sou homem, peco como homem. Ou seja: lutei em toda minha adolescência da fé, sem êxito nenhum, contra a pornografia e masturbação, acontece que o desejo tornou se não só necessidade física do corpo e do toque, mas como também a necessidade psicológica de sentir o ser da mulher no ato do “amor”. Se quando no fervor puro e apaixonado de meu primeiro amor eu não venci o “pecado”, imagine agora: adulto, viril e “liberal”: impossível né!

Falo e insisto nesta questão não para ser aprovado diante de você; mas para que você nunca de uma definição sobre o estado espiritual de qualquer homem na presença de Deus. As suas palavras de juízo estão gravadas em minha memória! Presumir saber o que se passa na consciência de um homem e a posição de Deus perante ele é monstruoso! Meu “pecado” evoluiu naturalmente com a minha maturidade, no entanto o que sou hoje no coração sempre foi o mesmo desde a minha conversão; essencialmente nada mudou por isso minha mente e minha alma não pode aceitar essa sentença de que perdi algo espiritualmente. Pelo contrario, a serenidade do meu espírito hoje, é maior.

O evangelho é um reino de consciência, e ninguém pode julgar o estado moral de um homem. Primeiro porque não esta sobre as mesmas conjunturas e condições e, principalmente porque é incapaz de saber se a alma de tal homem sente vazio, desespero e culpa, ou: perdão, Graça e paz. Se fôssemos sentenciar quem herda o reino de Deus, conforme Gálatas cinco, pela aquela lista (Lei) quase ninguém sobraria! Mas o sexo tem sido um problema para a igreja que não sabe lidar com ele não é? Meu Deus! Quanta injustiça! Afinal é a lei brutal da natureza né: os fortes e aptos para a vida religiosa ascética sobrevivem, em quanto os fracos são dizimados.

Eu sei que para você me “aceitar” equivale a abrir uma concessão para as suas tentações. Mas você tem uma carne pra tocar e cheirar; você tem uma austera visão religiosa herdada sobre o sexo; você tem a construção de uma família e de uma historia cristã para honrar; você tem praticamente o dobro de minha idade, maturidade e prudência. Você é cercado por toda essa estrutura e pela responsabilidade por muitas pessoas que estão diante de você. E eu?... Não tenho nada disso!... A não ser o instinto e o destino fatídico de Sansão e a missão funesta de profetas que andavam nus. No entanto você tem todo o direito de dizer que isso ou aquilo e grave pecado, mas jamais dizer que um homem tem ou não tem comunhão com Deus. Isso!... Esta além de você!... E é desconhecido de todos!


Gresder Sil


Escrito em 01/08/09

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O menino deus



Á reverencia pelo sagrado e o temor pelo divino, prestou durante á historia da religião um desserviço e uma injustiça ao conhecimento da mente do Ser mais maravilhoso e do homem mais importante que já pisou neste planeta até hoje. Até agora só se falou Dele como um homem pronto e de sua missão como algo estabelecido e conhecido desde cedo por Ele, como sendo a convicção de algo instituído desde a eternidade.

O que nos deixaram como legado foram alguns de seus atos principais e de suas palavras mais cortantes e arrebatadoras que foram profundamente gravadas em suas memórias e corações. Mas nada do processo de formação intelectual de Jesus nos foi revelado, como se Ele já viesse pronto do céu, e não tivesse passado pelos procedimentos de erros, equívocos e aprendizados que formam a mente e o coração de um homem adulto.

Que Ele quando aos dose anos, era um adolescente precoce e um jovem gênio isto é natural para quem um dia viraria o maior Homem do mundo. Mas acreditar que nesta idade Ele já sabia completamente sobre a sua missão nesta vida, pelas frases que ele dizia quando adulto, a qual os discípulos colocaram em sua boca de menino na Compilação e Edição dos evangelhos, é ingenuidade que beira ao ridículo.

Pois se Ele tudo já sabia, então porque veio menino e não homem pronto? Seria simplesmente para cumprir tabela? O que fez Deus? Alugou um corpo humano? Quão estranho e pavoroso seria ver uma criança com mente de homem! Ou Ele encenou um papel infantil para os seus pais? Ou Ele continuou a pensar e falar quando adulto o que ele já sabia como diria desde menino, ou bebê, o que é pior e mais espantoso ainda.

Mesmo que se Ele realmente fosse o Deus encarnado, e não simplesmente o profeta prometido dos judeus, Ele teria que na maturidade de sua mente se alto descobrir como Deus, o que também seria estranho. Ou Deus emprestou um corpo humano e veio a terra, ou Ele era um homem que de tão convicto em Deus assumiu representar a fase deste Deus que até agora só era conhecido pelas costas pelos judeus.

Como homem que Ele era, ele passou por todo o procedimento humano de crescimento mental, como homem ele se equivocou no seu aprendizado antes de chegar a ser um mestre. Como Homem Ele sonhou o sonho messiânico e viu Nele mesmo, o cumprimento das profecias milenares e esperança daquele povo. E como homem ele viu em pleno ministério o seu sonho escatológico da revelação do filho do Homem entre as nuvens, se espedaçar entre a realidade política religiosa daquela nação.

E por isso como todo homem Ele teve que re-significar sua vida na própria estrada em que caminhava e que não podia parar. Pois se a manifestação em gloria do filho de Deus não aconteceu para aquela geração como Ele mesmo havia prometido, então o seu reino só viria não como uma manifestação visível, mas estaria dentro de cada um que o seguisse.

Ninguém dos seus discípulos transmitiu ou viu as reflexões religiosas e crises espirituais profundas que este homem viveu nas solidões das noites turbulentas sem dormir nos montes a qual nos foram relatadas como se sendo seus momentos retirados de oração.Se tudo sabia e era Deus na terra, não necessitava madrugar! Mas isto porque a distancia mental Dele para os discípulos era intransponível, e assim Ele podia transitar sereno entre os homens depois de pacificado o seu coração no amanhecer de um novo dia.

Por isso que Ele foi homem até a sua morte, e como homem mesmo sabendo da necessidade de morrer como mártir de sua causa para dar vida a sua mensagem, Ele no ultimo estante por fraqueza humana desejou viver mais um pouco e morreu como todos sem saber totalmente a que destino a sua Palavra teria no coração dos homens. Mas que como homem justo, foi obediente a voz interior que com Ele falava. Pois do começo ao fim Ele confiou em Deus e sabia que mesmo sem saber cada passo e circunstância que sucederia com Ele (Mt 26; 39. 27;46 ), que o próprio Deus dentro Dele o guiava infalivelmente a consumação do propósito para qual Ele veio a este mundo.


Gresder Sil

escrito em 30/05/10

sábado, 3 de julho de 2010

O Deus dos evangélicos



Ou o Deus dos evangélicos sofre de crise de identidade assumindo cada hora uma personalidade diferente ou realmente tratasse de dois deuses diferentes, conforme a circunstância e o coração do adorador.

Um é o Deus retirado dos salmos, que cumpre seus juramentos de fidelidade aos fieis aqui na terra, que faz felizes os que esperam em Deus, e a qual não deixa morrer os crentes antes que todas as promessas se cumpram em suas vidas.

O outro é o Deus revelado no apocalipse que virá em breve livrar os crentes de suas aflições e tentações neste mundo de pecado e dor. Que não promete felicidade aqui na terra, mas que recomenda os crentes olharem sempre para cima.

Mas tudo depende do estado de espírito do fiel aqui em baixo, pois se ele estiver feliz e satisfeito aqui na terra, o seus Deus será aquele que o faz prosperar, que lhe da a terra por recompensa, e que o faz reinar entre os príncipes deste mundo realizado seus sonhos aqui mesmo nesta vida.

Entretanto se o crente não estiver bem aqui embaixo a sua perspectiva e esperança será outra, pois não se encontrando neste lugar, os seus olhos irão se virar para cima de onde ele esperará seu Senhor para vir levá-lo para um mundo melhor. Mas tudo depende da economia e da realização pessoal de cada um.

Os dois não são o mesmo Deus, pois é nítida a diferença, um é formado por quem esta no topo, por quem esta feliz, por quem tem todas as suas reais esperanças aqui nesta terra. Enquanto o outro é a visão daqueles que não cabem mais neste mundo que os rejeita, que os empurra para uma esperança celestial visto não ter sobrado espaço nesta sociedade para eles serem felizes.

Realmente são Deuses diferentes, pois o mesmo que quer dar vida abundante e a terra como herança aos fieis não pode ser o mesmo que em breve, breve, vai a destruir em um apocalipse. Para quem acredita no Deus de promessas, a sua fé esta baseada em casos, contos e testemunhos de bênçãos e milagres realizados por este Deus tribalista que só tem olhos para proteger os obedientes e remanescentes cristãos fieis da terra.

Já aqueles que melancolicamente esperam o fim deste mundo que lhes é estranho, suas crenças se apóiam em evidencias de tragédias e acontecimentos econômicos mundiais. Para eles quanto mais acidentes naturais, melhor, quanto mais carnificina, melhor ainda, pois é sinal de que o seu Deus esta voltando para salvar eles e deixar para traz os que não aceitaram suas mensagens e exortações a serem iguaiszinhos a eles.

De qualquer forma estes dois Deuses, recompensa aqueles que o serve direitinho, quer seja aqui na terá ou lá no céu. Um sendo o dono da prata e do ouro repreende o devorador e abre as janelas do céu para o cristão enquanto o outro fará os seus sofridos seguidores depois de terem enfrentado muita prova aqui em baixa, a andar em ruas de ouro lá no paraíso. Ou seja, o “ouro” é um dos prêmios principais, aqui ou lá.

Um destes deuses esta baseado na teologia dos salmistas, e que foi idealizado quando os judeus estavam bombando e triturando as nações ao redor, e quando tudo de bom acontecia para eles, enquanto o outro é construção escatológica dos sofridos cristãos perseguidos na palestina e no império romano.

Os dois podem ser cridos simultaneamente na mesma pessoa, tudo depende do seu estado de espírito, das suas fases da vida, das suas necessidades, os dois podem ser pregados na mesma igreja por gente e motivações diferente, e até mesmo no mesmo culto, neste caso depende se for antes ou depois da oferta.

E qual é o verdadeiro? Nem um é claro!Visto Deus não ter personalidade, temperamento e raciocínios semelhantes ao dos homens e seus projetos. Pois Deus não faz barganha com os seres humanos ou planos cósmicos elitistas, Deus simplesmente flui... e esta muito além de tudo o que se pode imaginar e conceber neste mundo, mas é materializado na relatividade dá fé de cada um que o concebe conforme a fraqueza ou mesquinhez de seu coração.

Por conseguinte para aqueles a qual tiveram a grande sorte aleatória da vida de nascer com uma alma nobre e um coração forte. E que não precisam de uma esperança a qual os faça fugir da dura realidade que a vida o impôs, ou para aqueles que sendo ricos por dentro, e que não se apegam ou desejam a obtenção fácil das coisas e bens exteriores, o seu Deus será um Deus melhor, um Deus muito mais Deus. E não um Deus feito com o produto da baixa qualidade, das ansiedades e fraquezas humanas.

Gresder Sil

Escrito em 28/05/10

domingo, 27 de junho de 2010

A apocalipsidade da vida



Dentre noites sem luas e escuras, tardes de outono melancólicas, pânico generalizado na população, angustias profundas de almas piedosas, espaços físicos tenebrosos e ambientes psíquicos sugestivos, e de todas as sensações, emoções e impressões humanas a que mais produziu até hoje: mitos, revelações e lendas, foram à percepção de proximidade da morte. Mas morte no sentido de que não se cabe mais neste mundo. Como se estando encurralado pelas conjunturas religiosas e espirituais que os cercam. Coisa que sempre aconteceu em quase todas as religiões ou épocas da humanidade, pois até hoje sempre se teve e se tem a impressão de que se vivi na iminência do fim dos tempos.

O medo do inesperado, a luta pela sobrevivência, a vulnerabilidade da vida e a sensação de se ser esmagado pela complexidade e mistério místico do mundo sempre foi material farto para a imaginação fértil de todos os povos primitivos que pisaram esta terra fantasmagoricamente fantástica. De forma que até hoje como que por reminiscência dos genes de nossos ancestrais em nosso sangue, também sentimos esta impressão apocalíptica da vida tirar o nosso sono e levar embora o nosso desejo de perpetuidade feliz nesta terra.

Como animais selvagens que lutam a cada dia nos perigos de seu habitat pela sua sobrevivência diária com atenção redobrada e cuidados e medos sobressaltados. Assim esta o homem a buscar não só a satisfação das suas necessidades básicas naturais, mas também as das suas faculdades sociais e morais, sendo poderosamente influenciado em seu modo de perceber o mundo espiritual pela impressão impregnada no seu inconsciente dos ânimos ressaltados de suas sucessivas lutas pela sobrevivência da vida.

Junte se as perseguições aos religiosos a visão do espetáculo de impérios monstruosos engolindo e dizimando nações, terremotos, guerras, pragas, privações, dores, sensação de proximidade de morte, mais uma poderosa intuição particular inexplicável dentro deles, mais todos os seus medos, todas as suas esperanças, todas as lembranças e promessas milenares e recentes, com as suas próprias perspectivas de que este mundo esta moralmente perdido, com o desejo despertado do seu senso de justiça para que Deus punisse toda maldade humana. Junte tudo isso ocorrendo por fora de um profeta, de forma tão poderosa a mexer com todo o seu interior, seus sonhos seus medos e seus surtos, junte isso e temos uma revelação apocalíptica, como muitos tiveram no decorrer da historia da religião.

E apesar de o livro e as predições escatológicas que levam o nome do autor como sendo João o Apostolo ser integrantes de um estilo literário apocalíptico vigente desde a época de Daniel e Ezequiel, que são cuidadosamente elaborados pelos autores com todos os seus símbolos figuras e numerologia que trazem uma mensagem Profunda e indireta a respeito da soberania de Deus sobre este mundo, como consolo aos fieis. Tais escritores não foram interlocutores inteiramente conscientes do que faziam como também não foram totalmente passivos de uma revelação mística, mas sem ao menos tomarem conta de todo processo psíquico escreveram entre a lucidez de seus propósitos, inspirados pelas impressões mais profundas dos seus inconscientes marcados pela apocalipsidade de suas próprias vidas.

Gresder Sil

escrito em 09/05/10

sábado, 19 de junho de 2010

O Homem que perdoava pecados



Ao olhar para a multidão, Ele sentiu compaixão por eles todos, pois eram como ovelhas sem pastores. Aquele era o seu povo, mas antes de tudo eram gente que sente e sofre, gente que sem esperança andavam desgarradas pelo mundo, pois na religião oficial de seu país eles não encontraram lugar.

Como podia Ele, um nobre entre os homens, direcionar seus olhos para outro lugar mais alto, se andando no chão desta existência, Ele esbarrava e tropeçava em todo tipo de pobre, e em todo tipo de mutilado pela vida. Profundamente comovido, Ele acreditou ser Ele o escolhido para poder dar sentido e esperança aos pobres e pequeninos deste mundo, a começar pelos seus.

Intimamente massacrados pela mentalidade da religião, aquela gente acreditava estar naquelas circunstâncias por causas de seus pecados, pois para eles toda a miséria e moléstias de um homem eram porque ele mesmo ou seus pais tinha pecado.

O que fazer agora! Dar aquele povo uma explicação filosófica sobre a realidade de que um ser jogado aleatoriamente na vida, pressionado pelas suas necessidades, consumidos pelas suas ânsias de ser feliz, não tinha culpa nem uma do seu estado miserável de existência?

Não! Aquele povo não precisava de uma iluminação metafísica das origens e motivos das coisas, que em nada os fariam melhorarem. Eles necessitavam é de se sentirem amados, de se sentirem perdoados, pois a dose de culpa que injetaram na consciência daquelas pessoas, perpassava todo o seu corpo, e contaminavam, e obstruíam todas as suas veias e canais por onde passavam as entradas e saídas da Vida.

Portanto Ele podia perdoar pecados, porque não existiam pecados, o que existiam eram apenas homens descalços na estrada poeirenta da vida. Ele podia perdoar, porque Ele sabia que perdoar era o sinônimo do amor que eles tanto precisavam para poder voltar a viver com dignidade. Visto estar à redenção de um homem para uma nova vida na quantidade de valorização que ele recebe: “a quem mais foi perdoado, tanto mais amou”.

Se os primeiros homens de sua raça imaginaram pecados como culpa e responsabilidade aonde não existiam em seres encurralados pelas demandas poderosas da vida. Ele do mesmo modo concebeu um perdão que também não era necessário em uma suposta dimensão espiritual, mas que era indispensável aos sentidos humanos como um símbolo do Amor emocional e psicologicamente redentivo.


Gresder Sil
(Esdras Gregório)


Baseado na tese de que o velho testamento é construção e interpretação teológica de como os judeus perceberam e conceberam a atuação de Deus sobre o mundo. E na tese de que Jesus sendo apenas o Servo escolhido e Profeta prometido, muitas vezes teve que se esvaziar de seu entendimento mental sobre o mundo para falar em parábolas hipérboles e símbolos ao coração daquela gente.


Escrito em 29/05/10

sábado, 12 de junho de 2010

De tão humano, Ele só poderia ser Deus



Aquele que mesmo que sendo Deus, não deixou de contemplar de novo, o quanto era muito bom o que tinha feito.

Ele não era um místico alienado do mundo, pois era intensamente humano, o mau do mundo a que estava imerso, não se confundia nele.

Ele se apaixonou pela vida, foi criança, foi homem.

Observou a natureza dos animais e do trabalho rural, exaltou o trabalho do pai de família que padece sobre o sol, dignificou o amor no casamento fazendo analogia com a vida eterna, se encantou com as crianças, chorou pelos seus, e amou os homens.

Foi verdadeiramente mundano, comeu a fartar e bebeu a sorrir sem deixar de saber na pele o que é pobreza, trabalho duro e temor a Deus.

Da sua boca não há testemunho de que alguma vez gracejou, não fazia piadinhas, não deu gargalhada, não menosprezou nem mesmo o tentador no deserto e não sabemos se riu debochadamente de alguém ou de alguma coisa.

Mas em todas as suas palavras há um teor e um tom de esperança e alegria absolutas. Ouvi-lo ontem ou hoje é gozo indizível que sacia a alma.

A vida pulsa em seu ensino, a graça de sua verdade incendeia o coração de quem se prostra diante de seus pés para beber sedento as suas palavras como água fresca.

Não trouxe a nós novos conhecimentos, apenas rasgou a cortina da religião para que os nossos olhos vissem toda a verdade escrita na natureza e na existência humana.

O que não sabia ele, que os sábios clássicos do ocidente e do oriente também não sabiam? A vida era seu livro, e em cada dia vivido, tirava a sua lição aos discípulos e ao mundo; entendeu e rejubilou pelo fato de que todo o conhecimento essencial sobre a terra e a eternidade está ao alcance dos pequeninos.

Ele olhou para a natureza e viu que ela bastava a si mesmo.

Notou que não havia em toda a criação falta ou insatisfação; o animal comia sem aflição o seu alimento e as plantas bebiam completamente satisfeitas os raios do sol de Deus posto sobre elas.

Portanto Ele sabia que da mesma forma que Deus vestia as flores e alimentava os pássaros, cuidaria também, e com carinho e zelo de Pai provedor, dos homens a qual tanto quer bem.


Gresder Sil


Ao dizermos que ele foi apenas um homem, abrimos um leque de possibilidades de interpretações das mais ousadas as mais idiotas a seu respeito, e por isso imortaliza-lo como Deus é, e foi o meio mais seguro de preservar irretocável este presente único de Deus para os homens


escrito em 29/09/09

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