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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A endemonização do sexo


O cristianismo é responsável hoje por uma boa parcela da imoralidade sexual dos cidadãos crescidos na sociedade sobre a educação moral da cultura estóica ascética da religião cristã. Crescidos e educados a verem a sexualidade com uma visão dualista de bem e mau aonde só se tem duas formas possíveis de satisfação sexual: a correta e santa da igreja e a imoral e impura do mundo.

Tendo assim somente duas opções, aonde os que não conseguem viver c0nforme os mandamentos da religião, acabam que se entregando ao vicio e desregramento sexual por já estarem perdidos e condenados mesmo. Pois a maioria, não dos cidadãos comuns e saudáveis da sociedade, mas dos entregues a algum tipo de desvio sexual são pessoas que já passaram pela religião e nela não duraram.

Isto por que a religião endemonizou o sexo para elas, tornando o sexo algo impuro que não tem outra forma certa de se satisfazer a não ser pela maneira ensinada na igreja cristã. De forma que de tão forte o ensino religioso, jamais estas pessoas conseguem raciocinar uma alternativa saudável de satisfação de sua sexualidade, tendo apenas no modo imoral, seu escape para a sua satisfação sexual.

Assim da mesma forma que o cristianismo ajuda muitos indivíduos que precisam de um freio pra seus impulsos, ele também condena e estraga a vida de muitos outros cidadãos que tentaram viver segundo a regra da igreja mas não conseguiram, e por não terem sidos ensinados a terem uma independência moral fora da religião, acabaram que se entregando ao vicio e completo desvio sexual.

Esdras Gregório


Escrito em 04 de agosto de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

Os cristãos e seus problemas com o sexo.


De todos os pecados alistados pelos cristãos, os sexuais sempre foram os mais importantes, os mais perigosos e os que eles sempre fizeram um maior policiamento para não cometer. Resultando disso também uma ira santa contra aqueles que nesses pecados caem com mais freqüências e descuidos. Pois eles não somente se alto disciplinam e se cobram a si mesmo, como também fazem vigilância na vida das outras pessoas moralizando suas ações conforme seu sentimento de repulsa ao sexo e em si.

Isso por que os outros comentem aquilo que suas próprias naturezas desejariam fazer em liberdade. Ou seja: a ira santa do cristão contra os tais pecados sexuais não passam de desejos reprimidos, pois como eles também têm naturalmente poderosos instintos sexuais que os fazem contantemente desejar uma sexualidade satisfatória, é inevitável que a revelação de ira exterior contra o sexo seja uma manifestação inconsciente de insatisfação sexual, já que a sexualidade humana não pode ser assim tão ignorada.

O sexo na vida do individuo humano não se trata apenas de um desejo e um prazer momentâneo, mas sim de um instinto complexo de sua natureza que interfere em todas as outras áreas de sua vida para o bom ou mal estar físico, emocional e intelectual do sujeito. Aonde a plena satisfação da sexualidade resulta na vida produtiva, saudável, calma e agradável do ser humano que foi criado com este mecanismo tanto quanto como foi criado pra comer dormir beber e descansar.

E é por isso que o tradicional cristão é um ser irado com o pecado e desejoso de uma vida celestial, pois a sua sexualidade é sempre limitada e podada por regras fixas incoerentes e insustentáveis e não por valores morais que julga a sua forma de satisfação sexual conforme a relatividade da circunstancia social e existencial de cada caso. Pois sendo privado aqui de se encontrar por ele mesmo um jeito satisfatório de sexualidade, só lhe resta desejar mesmo uma vida compensatória de gozos celestiais.


Esdras Gregório

Escrito em 19/07/11

Texto 14 da serie consecutiva: Sexualidade a-religiosa



domingo, 19 de junho de 2011

A seleção sexual no cristianismo


Como em qualquer outro lugar, na igreja cristã também acontece uma seleção natural dos indivíduos mais aptos tanto para a sobrevivência espiritual como para se posicionarem nos melhores lugares da vida religiosa. E o critério de seleção não é moral, não tem nada a ver com o caráter ou bondade de uma pessoa, mas com a capacidade de renuncia dos desejos sexuais tidos por pecaminosos e impuros na religião.

Sendo assim o cristianismo e a religião relegou a margem da vida cristã milhares de indivíduos de bom caráter e boa índole que nunca conseguiram ter o necessário domínio sobre seus impulsos sexuais, elegendo os mais castos e ascéticos, independente do bom ou mau caráter do individuo. Visto que o critério primordial de seleção espontânea da religião se baseia na capacidade de autodomínio sexual.

Pois durante o processo de adaptação religiosa do sujeito, naturalmente o indivíduo vai se fortificando ou se enfraquecendo, crescendo ou desviando do ideal de santidade do cristianismo de tal forma que: ou ele se torna um cristão bem sucedido na sua vida espiritual ou sendo fraco sai da religião ou permanece nela como um sínico que esconde de forma hipócrita sua verdadeira vida sexual tida por impura pela religião.

Deste modo o cristianismo cria monstros humanos dentro do ceio religioso, e expulsa naturalmente bons cidadãos que não tiveram o mesmo êxito em resignação do que os outros que por obstinação se fecharam em seu mundo alienado de religião para conseguir vencer suas tentações. Assim os indivíduos mais santos do cristianismo não são e nunca foram os cidadãos comuns e honestos, mas os com maiores capacidade de obstinação, fechamento e bloqueio para uma vida mais social humana e normal.

Esdras Gregório

Escrito em 19/06/11

Texto 13 da serie Sexualidade a-religiosa


terça-feira, 24 de maio de 2011

Os sexualmente puros


Na acirrada luta pela sobrevivência espiritual, nem todos alcançam o ideal de santidade sexual do consciente coletivo religioso da cristandade. Muitos ficam no caminho, poucos mantém um nível aceitável de vida sexual razoável e comedida conforme o padrão universal da igreja crista. Agora o porquê uns conseguem e outros não, a explicação dos religiosos é de um entendimento limitado e ingênuo sobre a questão da fertilidade, intensidade e capacidade dos indivíduos sexuais e sociais.

Sobre a influencia do estoicismo filosófico e do ascetismo religioso dos santos do deserto, as bases da vitoria contra a tentação foi fixada desde a muito tempo no esforço próprio do individuo em manter sua mente e corpo separados do pecado, levando a acreditar que todas as pessoas são capazes de tal disciplina na medida em quererem e se esforçarem para tal. Insuflando culpa moral aos que não conseguem viver a santidade possível a todas as almas humanas, relegando assim ao fracasso os que não resistiram.

Entretanto tal capacidade de ser santo casto ou moderado na vida sexual é na verdade a inaptidão natural para uma vida sexual reprodutiva da espécie. Pois o que até hoje foi considerado como luxuria sexual nada mais é do que estrema fertilidade sexual de alguns indivíduos na natureza. Sendo que quanto menos saudável, juvenil, sensual e tudo que representa atração instintiva dos genes individuais para reprodução, menos oportunidade de relações sexuais se tem o individuo e mais fácil é para tal a santidade.

O que até hoje foi considerado pela religião como santidade, pela seleção espontânea da natureza foi avaliado como inaptidão sexual. Visto que para o sucesso da perpetuação da espécie os seres sociais precisam não só de sexualidade, mas também de uma sensualidade que nada mais é do que a naturalidade sexual e facilidade em atrair e ser atraído sexualmente para a reprodução humana. Isso é tão verdade na sociedade como na natureza animal aonde facilmente estes indivíduos se reproduzem.

Por isso que os detentores tanto da pratica como do ensino da pureza sexual sempre foram os indivíduos mais velhos, mais franzinos, mais tímidos e ineptos para uma vida sexual produtiva e saudável. Ficando sempre aquém deste ideal de santidade os indivíduos mais robustos, mais jovens, mais belos, mais espontâneos instintivos e naturalmente sensuais. Ou seja: aquilo que a religião reputa como fraqueza moral, é a força irrefreável da nata e fina flor dos melhores indivíduos destinados a reprodução.

Esdras Gregório

Escrito em vinte quatro de maio de dois mil e onze

Texto dose da serie sexualidade a-religiosa


segunda-feira, 16 de maio de 2011

A diabolicidade da tentação


Tradicionalmente o cristão acredita ter que lutar contra três forças que atacam a sua fé. O mundo, a carne e o diabo. Do diabo vem a tentação preparada, e tramada sutilmente contra sua vida. O que o faz crer que toda vez que a tentação toma os níveis de pessoalidade e inteligência, ele não esta somente sendo tentado por um mundo corrupto e uma carne pecaminosa, mas contra uma força maligna inteligente.

Naturalmente ele sofre do desejo generalizado pela beleza e saúde dos possíveis pares sexual. Mas quando em determinado ponto, tal desejo se torna direcionado, e concentrado em um individuo especifico. A sua visão de mundo chega ao cumulo da paranóia religiosa que vê propósito diabólico em tudo contra sua vida de comunhão religiosa. Ignorando que o desejo sexual direcionado vem da natureza e não do diabo.

Instintivamente o desejo sexual é despertado pela saúde e beleza do par sexual oposto que representa o sucesso da conjunção em seu fruto procriado. Entretanto, a natureza humana é de tal forma que um individuo da espécie sente fortemente atração sexual por outro quando encontra as melhores características de combinação com seus próprios genes, formando assim o melhor casal possível. Isso é seleção natural.

A paixão humana é a maquinação inteligente dos genes inconsciente de cada pessoa. É o desejo especifico por um só companheiro, que instintivamente é desejado pelas qualidades temperamentais e físicas do parceiro. É a natureza em sua inteligência inconsciente e genética buscando o aperfeiçoamento da espécie. Atraindo e combinando os melhores parceiros possíveis para a mais perfeita e saudável prole.

Por isso, durante a vida o cidadão na complexa sociedade humana que fez sua escolha para o matrimônio de uma forma racional, vai ser pego em varios momentos de sua vida sendo fortemente e apaixonadamente atraído por outros possíveis parceiros que representam destruição para sua vida social e pessoal, mas instintivamente o aperfeiçoamento dos seus genes no filho do outro. De forma que as escolhas racionais nem sempre são as das demandas do seu próprio instinto que não tem regra moral ou moderador que o faça desejar apenas a pessoa escolhida para o resto de sua vida.

Esdras Gregório

16/05/11

Texto onze da serie consecutiva sobre sexualidade.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

A tentação da carne



A vida do cristão é marcada pela presença constante daquilo que ele chama de tentação. Que é mais uma neurose, uma alteração religiosa da visão de um fenômeno biológico natural interpretado de uma forma religiosa obcecado, e deturpada exatamente pelo fato de este ser estar podado e proibido de poder se permitir a conhecer e assim entender a verdadeira natureza e propósito do instinto sexual.

Todo um fenômeno de atração sexual que visa à perpetuação da espécie que é um mecanismo instintivo que inconscientemente vê no outro sexo todas as características a qual representam saúde para a prole do possível casal é vista pelo cristão como tentação. Como algo criado propositalmente contra a sua fé, como um atentado a sua vida religiosa em busca de uma pureza que o conduza ao seu ideal de vida santificada.

E o que ele não entende é que toda esta tentação ou desejo nele é voltado somente para um fator condicionado: a beleza e a saúde do individuo sexual pela qual ele se sente atraído. Ou seja: a tentação é exatamente o mecanismo que a natureza criou para melhor perpetuar a espécie saudável e perfeita. E a tal tentação que perturba o homem religioso, e nada mais do que o funcionamento do organismo biológico de reprodução.

Portanto, aquilo quem para ele tem um teor religioso de provação, de tortura e de sedução pecaminosa contra a sua vida, não é algo espiritual religioso projetado ou malignamente engendrado na natureza contra a sua fé. Mas a mais pura manifestação natural da sua potencialidade de vida como individuo e de continuidade como espécie. Não existe tentação, o que existe é atração sexual pela qual o individuo é responsável.

Esdras Gregório

Escrito em 09/05/11

Texto dez da serie sistemática: sexualidade a-religiosa


segunda-feira, 2 de maio de 2011

O desejo de pecar


De todos os equívocos perpetrados na consciência religiosa do povo pelo cristianismo, o maior foi o de acreditar que existe um desejo de pecar, um desejo de cometer adultério ou qualquer desejo de comentar um pecado da carne. Como se existisse consciência no instinto humano ou como se um germe maligno existisse nos desejos humanos que dirigissem o homem ao desejo de cometer ou fazer algo por ser pecado.

Os instintos não desejam o adultério ou prostituição, eles desejam sua satisfação natural para qual foram mecanicamente criados. Não há consciência e intenção no desejo sexual, mas involuntariedade inconsciente e não direcionada. O instinto não deseja a principio algo por ser errado, pois não é um ser pessoal que tem consciência moral, mas um impulso nato que visa o seu funcionamento normal e saudável.

Não existe na natureza uma consciência de se desejar satisfazer as vontades da carne de forma direcionada e moral, como se um individuo só tivesse desejos pelo seu parceiro oficial. Na natureza o instinto apenas inconscientemente deseja a satisfação de forma aleatória, não por ser certo ou por ser errado, mas por ser atraído pelo prazer que faz parte do mecanismo que induz organismo ao funcionamento adequado.

Portanto não existe o desejo de pecar, mas o desejo naturalmente cego e aleatório que deve sim ser direcionado a um modo de satisfação que não lese e prejudique o próximo. A moralidade esta na decisão consciente e não na vontade involuntária, por mais que ela seja direcionada a uma forma de satisfação conhecida como imoral e prejudicial. O instinto não tem controle sobre seu alvo, apenas a deliberação humana.

Esdras Gregório

02/05/11

Texto nove da tese: sexualidade a-religiosa


domingo, 24 de abril de 2011

A moralização das pulsões sexuais


No cristianismo todas as pulsões, pensamentos e excitações sexuais não são produtos involuntários da produção de um instinto vivo e intensamente ativo no ser humano, mas tentações e desejos malignos e pecaminosos em si, feios de se sentir, aos quais devem ser duramente reprimidos por serem perigosos para fé. Que perturbam o fiel em sua caminhada em direção a uma vida sem pecado.

No inconsciente coletivo geral dos cristãos, tudo relacionado a desejo, pensamento e fantasia sexual são frutos do pecado engendrado na natureza humana corrompida, que instiga o homem ao pecado, que o leva a desejar o pecado. Ou seja, todo um mecanismo humano de funcionamento de instinto é visto não pelo seu real motivo natural, mas de forma pejorativa pela religião.

Assim como a preocupação e a necessidade de alimento ocupa uma parcela do pensamento e do desejo do homem junto com as necessidades de trabalho pelo bem estar e reconhecimento social pela necedade instintiva de viver em grupo, o instinto sexual inerente no ser humano produz seus mecanismos de insatisfação e meios de satisfação para realizar sua função natural no homem e na espécie.

O próprio corpo do homem e da mulher é criado de forma a desejar e se preparar para a satisfação sexual, de forma que os sentimentos e volição relativos à sexualidade é parte inevitável dos pensamentos diários comuns de todos os indivíduos saudáveis na natureza e na sociedade. As fantasias, as excitações sexuais são produtos diretos de um complexo mecanismo humano.

E assim como o homem tem responsabilidade moral e social de satisfazer todas as suas necessidades humanas incluindo sua busca por abrigo, aceitação social, alimentação, ele também tem a responsabilidade de buscar a melhor forma de responder as demandas dos desejos sexuais que estão nele cobrando a sua necessária satisfação para o bem estar físico e emocional do homem.

Pois o que é moral ou imoral é a forma saudável ou destrutiva como se satisfaz tal desejo e não o desejo em si, com suas pulsões que são involuntárias e naturais no homem. Pois o instinto pede e cobra do homem o seu tributo de tal forma que não pode ser ignorado ou rebatido ferozmente. O que o instinto quer e deseja não é pecado, nele não existe moralidade, mas um organismo natural.

Esdras Gregório

escrito em 24/04/11

Texto oito da serie sexualidade a-religiosa

sábado, 16 de abril de 2011

O desejo como pecado



É tão real que para o cristão ate mesmo o impulso e o desejo sexual já é pecado que somente o homem ao sentir a atração sexual por uma mulher ele já esta pecando. E isso por interpretar uma só passagem bíblica que faz a referência que ao cobiçar uma mulher, o homem já esta pecando. Interpretação errada da passagem que não vê o simples impulso como pecado, mas sim a decisão.

Pois a atração sexual é tão natural como involuntária e mecânica. Todo homem adulto sabe que para se chegar a um adultério tem que se projetar a isso, tem que decidir e investir nisso, não se trata de simples atração sexual, mas de decisão consciente e programada para se chegar ao objetivo do desejo com êxito. É disso que se trata a passagem: da decisão racional para o adultério.

Com base em uma interpretação errada, toda uma moralidade equivocada se constrói no incomnciete coletivo da cristandade desde o seu começo ate a modernidade. Pois pensando que o impulso e atração sexual em si, já e pecado, já se tem primeiro uma visão moral de um instinto nato que não tem pecaminosidade nem uma em sua atuação, antes sim um mecanismo natural.

Ao ver pecado no desejo sexual, é impossível que se entenda perfeitamente o que realmente é errado nas relações humanas que envolvem a sexualidade e suas conseqüências. Pois parte já do começo de um principio doentio, que só pode produzir uma moral doente. Que não percebe o simples ensinamento do conceito bíblico que enxerga pecado não no sexo, mas na decisão para uma relação que não produz bem, pois o erro é satisfazer tal desejo neste contesto.


Esdras Gregório


Escrito em 16/04/11

Texto sete da serie sexualidade a-religiosa


domingo, 3 de abril de 2011

A irracionalidade da moral dos cristãos


Sexo só e errado ou pecado quando lesa e prejudica o próximo. Esse é o principio Racional simples da lei moral universal da consciência de todos os homens, mas como e de que forma prejudica e faz mal ao próximo, esta determinada pela época cultura e situação existencial de cada indivíduo. O que fez bem a um povo e época pode não fazer bem a outro e o que era certo no passado pode não produzir o mesmo bem em uma outra civilização e cultura.

O principio racional e justo da lei moral universal não vê e nem enxerga sexo como instinto pecaminoso por si mesmo, mas como mecanismo humano inteligente de reprodução da espécie e bem estar individual pelo bom funcionamento da estrutura total do homem. Contudo a comunidade cristã no geral desde o começo de sua formação não se baseou sua moral a um princípio racional universal, mas se firmou sobre a obediência cega aos mandamentos.

A força da submissão cristã esta na sua lealdade aquilo que ela entende como lei e vontade de Deus e não aquilo que ela venha a conceber como mandamentos e medidas de preservação do bem do homem no geral e de si mesmo particularmente. Pois não é o entendimento de que a obediência produz a paz e o direito do próximo que motiva a continência cristã. Mas sim uma postura em que o homem se posiciona a obedecer os mandamentos por eles serem de Deus.

E por serem de Deus, e por estarem sobre sua manutenção e vigilância que castiga e recompensa, os tais não podem e não deve ser questionados. Mas obedecidos fielmente ou cegamente pela autoridade de quem os manda, e não pelo valor do mandamento em si mesmo. Portanto sobre a base do temor a Deus, ou mais precisamente sobre o medo da punição e não sobre o interesse do bem estar do próximo envolvido é que se funda a base irracional da moral cristã.

Esdras Gregório

Escrito em 03/04/11

Texto seis da serie sexualidade a-religiosa

segunda-feira, 21 de março de 2011

A neurose sexual do cristianismo



A sexualidade no cristianismo é um problema mal resolvido, mal explicando, e fundado sobre preconceitos sexuais antigos, que por medo herdado e imposto, não se permite ser revisado. O que foi estabelecido na infância da fé crista como medo de pecar, medo da conseqüência do pecado, ficou como trauma caracterizado no cristianismo adulto que não sabe lidar com isso, que não sabe refletir racionalmente sobre isso.

Desde cedo não só o cristianismo no geral, mas também o cristão particular já é impelido a ver a sexualidade de um ponto de vista religioso de tentação e não de instinto humano. Desde a infância o fiel aprende a temer o pecado sexual mais do que todos os outros. A tabua rasa e virgem de sua memória infantil e raciocínio simples já são profundamente marcados por isso. Que norteiam todo seu crescimento sobre este apoio.

O desejo sexual para o cristão já é pecado por sim, que por isso precisa ser rigorosamente delimitado a sua ação inevitável. Tal desejo visto como pecado, por vim de uma natureza pecaminosa é desde o começo rastreado e condensado com rigor desmedido, com olhos incansáveis de homens perturbados pela atração poderosa e perigosa que o instinto sexual reprimido causa no organismo e psicológico insatisfeito do homem.

Com uma formação religiosa de medo, preconceito, insatisfação e perturbação desde o começo da fé, é inevitável que no estado adulto da história da doutrina e da vida devocional do fiel, não se tenha formado uma visão doentia da sexualidade, que não é vista pelas suas exigência naturais. Que só são pecados ou errados pela sua satisfação egoísta que lesa o próximo, como é errado satisfazer qualquer extinto básico humano com prejuízo do outro, e não errado por seu impulso nato, como são crido.

Esdras Gregório

Escrito em 21/03/11

Texto cinco de cerca de quase trinta da serie sexualidade a-religiosa.

sábado, 12 de março de 2011

Sexo visto na antiguidade como puro prazer.


O grande erro de interpretação dos antigos foi em ver o sexo como prazer momentâneo de auto-satisfação imediata. Foi daí que surgiu toda a questão dos estóicos contra os epicuristas da luta da nobre razão contra os desejos baixos do corpo, readaptada ao cristianismo na luta da carne pecaminosa contra o Espírito Santo. Foi com uma visão tão limitada dos prazeres sexuais que se formou a moralidade secular e filosófica antiga e a doutrina crista sobre tal influencia.

Muito alem do prazer imediato e da função de reprodução sexual, o sexo tratasse se algo essencial ao equilíbrio total do endivido humano, tratasse do seu bem estar geral e não de um simples momento de prazer. Sexo é vital como todo instinto que visa o funcionamento sadio do homem. Que promove o seu bem estar emocional e psicológico. Cujo prazer do ato é o mínimo do resultado positivo que ele proporciona ao ser dotado de sexualidade funcional e inerente.

Foi vendo erroneamente o sexo de um ângulo pejorativo de puro prazer momentâneo que se criou todo este tabu sobre o sexo como algo impuro que deveria ser rigorosamente racionado e policiado. Pois ao tratar de algo tão nocivo por si, de prazeres efêmeros, o homem deveria evitar o máximo possível a sua satisfação sexual que era apenas um mal necessário. E assim o cristão deveria buscar deleites duradores do céu e não prazeres passageiros da carne.

Mas sexo é apenas a ponta de uma estrutura complexo de instinto de funcionamento e reprodução humana. Seu prazer imediato é apenas uma forma inconsciente do mecanismo do instinto de garantir a sua continuidade necessária. O corpo humano funciona para necessitar de sexo como de água, de sono e de alimento. Pois tais instintos alem de vitais para a vida saudável do indivíduo, também garante a perpetuação contínua da espécie humana na terra.

Portanto se sexo por si mesmo fosse visto como garantia de bem estar humano geral e não simples prazer de momento, nossa moralidade ia partir de um outro ponto e não de uma interpretação equivocada de filosofias antigas. Cada época teve sua moralidade, e a moral de um tempo remoto, mesmo que em nome de Deus, não pode ser absoluta para todos os tempos e povos humanos. A não ser como instinto funcional que visa o bem do homem. Só o bem é absoluto.

Esdras Gregório

Escrito em 12/03/11

como texto da serie sistemática sobre sexualidade a-religiosa.

quarta-feira, 2 de março de 2011

A inferioridade da moralidade cristã.


Pelo contexto de cada uma a moral sexual dos judeus é muito superior aos do cristão primeiro por não ser construída com retalhos de influencias de uma sociedade complexa e pronta como a que os cristãos estavam inseridos. A moral dos judeus é legislativa, e foi construída como lei social de uma sociedade basilar e federativa, e não como filosofia de vida de uma crença privada de um povo situado no meio de uma sociedade homogenia.

Os legisladores judeus ao formarem as leis morais de sua nação emergente, não receberam influências ideológicas de grupos de filósofos ou de crenças religiosas de seitas partidárias, mas fundaram sua moral com profundas bases legais como faziam as grandes nações poderosas e prosperas de sua época. Toda a sua influencia vem do modo federativo de governar

Não existe em nem uma passagem dos escritos judaicos referencias aos instintos sexuais como sendo algo impuro, pervertido, mau ou inferior como se encontra nos escritos cristãos e filosóficos dos tempos do helenismo. Eles não receberam tal influência, mas formaram suas leis com solidez legislativas e praticas com o intento de promover uma sociedade saudável.

Religião e governo se fundem num só estado, e o que era pecado para o judeu também era um crime. E crime sempre se pune com o fito de curar a sociedade. E todas as leis sociais existem e existiram até hoje para promover o bem geral. O que era pecado ou crime era por obstruir o andamento normal da sociedade, e não tinha nada a ver com questões espirituais de natureza pecaminosa.

Os legisladores judeus entenderam pecado como algo que pertubava a paz, como ação egoísta de cidadãos que prejudicavam o próximo e não a satisfação de desejos impuros. Não ha referencia alguma a sexualidade como algo inferior ou pecaminoso em si, mas somente como possíveis atos que lesavam o próximo e pervertia a sociedade. Por isso tais pecados eram punidos como crimes e impostos a força de sanção divina.

Esdras Gregório

Escrito em 02/03/11 como parte basilar dos textos coordenados que visam desnudar a moralidade cristã e evangélica em sua fragilidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A cristandade sob a influência do estoicismo.



Mesmo que os fundadores do cristianismo tenham tentado estabelecer a base da moralidade cristã no cumprimento do amor, no conjunto geral os cristãos sempre foram coagidos pelo medo ou pela recompensa da observação. Não foi por amor ao próximo que os santos viveram uma vida de abstinência, mas sim pelo valor da virtude em si, pela dignidade pessoal que ela confere.

Isso por que o cristianismo como religião não cresceu e floresceu em um terreno vigem de ideologia, mas no centro máximo da cultura mundial de sua época e no apogeu da cultura helênica da qual influenciou profundamente os seus principais lideres que beberam tais ensinos como base moral de sua formação e estrutura intelectual. Não podia ser diferente: nem uma religião ou filosofia se forma sem um “mote” e base como pressupostos de sua legalidade.

Naquele tempo ainda não eram cuidadosamente estudados os desejos natos oriundos da sexualidade humana pelo ângulo de seu motivo instintivo e natural de procriação, mas como desvio ou baixos instintos que lutavam contra a razão. Sobre esta base estóica filosófica de que a carne é má e inferior ao espírito e a razão, toda a moralidade cristã foi formada, vendo assim os desejos sexuais como desejos impuros por si mesmo, e não pelos resultados praticos.

Por tanto por fidelidade aos formadores da doutrina cristã, até o dia de hoje os instintos e apelos sexuais são visto no cristianismo de forma pejorativa. Como tentações, e não como impulsos da natureza. E por isso são reprimidos: por se julgarem maléficos em si, não por motivos racionais de se causar o mal ao próximo envolvido na questão. Ou seja: sobre um profundo preconceito de moralidade antiga, e sobre a coibição do beneficio da obediência e prejuízo da transgressão os cristão hoje e sempre seguem a sua moral e não pelo amor.

Esdras Gregório

Escrito em 21/02/11 como continuação periódica e organizada do tema: sexualidade a-religiosa

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A falsa base moral da sexualidade cristã.



Toda moralidade, a priori surge na sociedade por uma questão de ordem e não de mérito. O merecimento ou censura, punição ou premio vem como garantia do cumprimento das leis morais e sociais que visam unicamente a paz e tranqüilidade de um grupo social. Nem uma lei deve ser obedecida por medo ou por recompensa, mas pelo valor do bem estar geral que a execução dela proporciona. Esse é o principio básico de uma moralidade saudável.

Mas tal principio, justo, racional e razoável não é, e não foi suficiente até agora para frear as paixões humanas, que são movidas por desejos cegos e não por reflexões de valores. Precisando assim de se impor medo ou recompensa para se poder promover o beneficio geral do grupo social das quais estas pessoas estão inseridas. Pois como o ser humano é movido, mais pela força do instinto do que por valores morais, estes meios se tornaram necessários.

Assim com medo da punição e visando o beneficio da obediência o cidadão de uma civilização ou seguidor de uma religião pautou até agora seu motivo maior de obediência e renuncia não por buscar necessariamente o bem geral do cumprimento da lei, que é o motivo da existência da moral e legislação, mas pelo benefício próprio de sua obediência. Criando assim uma moralidade com base em recompensa e punição e não de valores humanos e sociais.

Com base neste pressuposto falso de moralidade, foram fundadas religiões e filosofias, sendo a mais conhecida das antigas, o estoicismo filosófico que valoriza a obediência pelo valor próprio da obediência e não pelo benéfico do cumprimento geral que as leis visam promover. O estoicismo enaltece o direito pelo direito a honra pela honra e a dignidade pela dignidade e não a felicidade e valor do ser humano beneficiando que deveria ser o alvo principal do direito.

Como o animal homem não é regido por estes valores essenciais, por ser um ser egoísta irremediável por natureza, governos e religiões dominaram os homens com base na moral de benefícios e perdas que é o que o homem deseja e teme. Pois tentar fazê-lo obedecer com base na reflexão do valor da existência e do motivo da lei, não é e nunca foi sugestivo e instigador para a obediência dos indivíduos de um grupo social. Com esta base superficial e equivocada o cristianismo também criou sua moralidade e principalmente sua moral sexual.


Esdras Gregório 10/02/11

Passo agora a tratar neste ano e no meu blog de forma mais ou menos ordenada quase que somente de um tema só: sexualidade a-religiosa. Começando a desconstruir a moral sexual do cristianismo analisando suas fontes sagradas, para estabelecer uma moralidade secular com base no naturalismo filosófico e na tese do direito e responsabilidade sexual adulta.

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