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sábado, 22 de janeiro de 2011

O jardim do Éden


A vida é infinitamente significativa por si só, e não precisa de justificativa para isso, ela se alto justifica sozinha. Seu valor intrínseco é absoluto por força imperiosa de constatação. Por isso tanta grandeza se impõe como divino e sagrado tanto em essência como em origem. E o seu começo não poderia ser diferente de como é: milagrosamente místico e misterioso. A sua genesis esta tão distante como é desmesurado a sua concepção.

Toda e qualquer interpretação dada para o começo e propósito da vida que não esteja altura de sua grandeza a priori, deve ser rejeitando com incompatível com o valor que a vida tem e dá a si mesma. Um mundo tão incrível e tão vasto, não poderia ter um fim tão mesquinho como se sendo um palco e brinquedo dos deuses, como também não poderia ter um começo tão sem sentido, sem mistério e sem magia num acaso acidental.

Tanto a teoria da Criação como da evolução ainda são pequenas diante da grandeza da vida. Na verdade não passam de presunções impostas como respostas que foram dadas para perguntas urgentes e necessárias para se poder viver produtivamente sem se perder no vazio das questões primarias e existenciais. Mas antes viver deslumbrado diante do Assombro da grande origem inexplicada da vida, do que dar e criar respostas tão limitadas.

Estamos aqui, e parece que o universo inteiro em sua grandeza incomensurável foi feito pra ser visto, para ser descoberto. E no meio deste espaço infinito, somos um oásis num deserto árido e sem vida. A terra é o Jardim do Éden da alegoria bíblica. Mas não creio que fomos criados em seis dias e também não creio que chegamos a este ponto de evolução por milhares de anos. Mas sinto que fomos colocados cuidadosamente aqui.


Esdras Gregório

Escrito em 21/01/11

sábado, 16 de outubro de 2010

Como funciona o universo



Toda vez no passado e nas civilizações antigas em que o homem fitou seus olhos nas estrelas ele adorou os astros como deuses e se esqueceu do Criador. E olhando hoje para o universo, galáxias e estrelas, fica difícil também conceber uma idéia de deus, pois o universo não precisa mais de Deus. Mas este nosso universo! Pois quantos universos existiram e quantos existirão ainda? Antes do big bang o que existia? Provavelmente um outro universo? Com outras galáxias? Que se findou em seus trilhões de anos de existência, e que de alguma forma (buracos negros talvez), se condensou em um só ponto para dele recomeçar de novo em outra grande explosão, e assim infinitamente.

E o que move tudo isso? Energia! Consciente?Não se sabe, não precisa! Mas energia com leis intrínsecas que caminham incessantemente ao processo de formação da matéria, que lutam com forças e reações contrarias e com improbabilidades de não Ser; que como uma célula sem consciência, mas que automática e inconsciente, e que de alguma forma independente, foi “ligada” para funcionar e produzir mais energia, atrito, matéria, vida e consciência.

Quando surgiu o primeiro ponto e fagulha de energia, (a energia vem ates da matéria sempre) o primeiro big bang? O primeiro universo? Ninguém sabe! Ninguém vai saber! Por que esta energia caminha sempre para o desfecho final de alto-consciência que passa pela formação da matéria, e depois a da vida, em por fim a consciência da vida e busca por suas origens?

Por que a energia como animal inconscientemente instintivo luta incessantemente para produzir matéria? Por que seus “genes” se encaminham sempre para frente em busca de forma e conformação? Quem poderá responder a não ser por metáforas religiosas e teorias cientificas que só podem nos dizer como o universo não foi formado, mas que nunca pode nos falar como ele se originou em seu princípio absoluto!

Quem ou o que é esta energia? Ela teve um primeiro foco ou eternamente existiu sozinha em contorção uterina até que encontrou a “formula” para a criação da matéria e depois conseqüentemente a geração da vida? Se ela é simples energia abstratamente concebida, por que trás em seu DNA universal todos os atributos e possibilidades de existências particulares e concretas? Por que sua “personalidade” é tão forte assim? Porque que sua “vontade” é tão férrea e decidida em gerar matéria e vida compulsoriamente?

Um dia ainda há de chegar a que todo joelho da ciência se dobrara diante da intuição religiosa poderosa de homens profetas e místicos como Moises que sem ter o conhecimento moderno descreveu em alegoria todo processo semelhante em que hoje a ciência explica como funciona o universo. Dentre muitas outras coisas e comparações, como eles descreveram a luta da matéria com a força anti-materia (teoria cientifica) como a eterna luta entre o bem e o mau, deus e o diabo?

Ou quem os revelou que existia uma nevoa opaca sobre o universo antes do mesmo se tornar visível, como a ciência explica e eles disseram sobre as trevas que existiam, e sobre a luz criada antes do sol?Assim como também a religião explica que o mundo foi criado em seis dias pela Palavra (energia), a ciência diz que todas as bases do universo foram criadas em frações de segundos na expansão da explosão que gerou todo o universo e a vida? O que é isso? Conhecidência ou intuição? Sabedoria racional fortuita dos antigos, ou é a inexplicável Energia geradora da vida como mistério divino buscando no homem a sua consciência de si?

Gresder Sil "Esdras Gregório"

Escrito em 14/10/2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Dias Apocalípticos




Não adianta, com Deus ou sem Deus, como cumprimento das profecias ou como processo natural da civilização e do planeta terra, de uma forma ou de outra os dias do apocalipse virão sobre a terra, e já está ai, trazidos da “alegoria” para a existência pela fé obstinada daqueles que querem que isso realmente aconteça.

Isto porque os dias se passam e a terra fica cada vez menor, as distancias humanas e físicas são diminuídas e as fronteiras são nulificadas. O planeta pelo seu processo natural de superpopulação em uma civilização de uma época altamente arquitetônica e tecnológica se torna inevitavelmente mais Uno. Como unido foi antigamente nos impérios humanos e torres de babeis que se construíram nesta terra.

As capacidades oniscientes e onipresentes das lentes humanas artificiais em ver os acontecimentos em tempo real, aumentam a sensação e o pânico da superstição religiosa das pessoas diante das catástrofes milimetricamente catalogadas e relacionadas do nosso velho planeta eternamente convulsivo e deteriorável. O que possibilita evidencias poderosas as profecias para os homens piedosos e crédulos que sempre habitaram a terra com os materialistas e céticos que por sua vez sempre vão tentar apaziguar os ânimos exaltados das pessoas com suas explicações racionais.

E céticos e crédulos intoleráveis uns com os outros, convivendo e se cotovelando no mesmo mundo superlotado, são o ingrediente explosivo para criar os dias mais tensos, terríveis e apocalípticos que já sobreveio sobre a terra. Pois a posse do conhecimento científico e sociológico da trama histórica do planeta, que tudo explica, a cada dia mais faz com que os homens percam sua fé nas profecias. O que em contrapartida aumenta a certeza dos religiosos fundamentalistas cristãos da evidencia de apostasia antes do fim dos dias.

Certeza esta que produz uma impertinência e inconveniência irritante aos olhos dos homens comuns da sociedade, que a cada dia não suporta mais o juízo e a repreensão exortativas dos cristãos quanto as suas pregações escatológicas. Evidenciando mais ainda para eles a profecia de que os cristãos seriam odiados por causa de sua fé nos últimos dias antes de eles serem salvos da destruição e tribulação anunciada por Cristo e seus apóstolos.

Ódio este aos crentes que se desemboca na blasfêmia dos “ímpios” por imaginarem que os cristãos se deleitam com a idéia de um Deus que vai fuder com todo mundo e livrar somente a cara daqueles que serão salvos, só porque se tornaram membros de uma igreja cristã exclusivista da verdade, retrógada e limitadora do conhecimento, e rastreados por pastores simplórios e ignorantes ou sofistas e espertalhões, que bestializam as pessoas alienando-as da realidade.

De forma que por causa dos cristãos a idéia de Deus será tão ironizada e ridicularizada, que os fundamentalistas religiosos como pragas a qual se fortalecem na resistência do veneno que as tentam matar, vão se tornar tão convictos por isso e tão fastidiosos que os homens por falta de tolerância e respeito à fé individual dos outros, desejarão prender-los para desarraigar da terra esta gente também sanguinária a qual como os “santos” debaixo do altar do capitulo seis e versículo dez do livro das revelações aguardam ansiosamente com água na boca a vingança divina sobre os homens que vão perecer porque não aceitaram suas convicções sobre a Verdade. Trazendo sobre a terra os dias estressantes e agonizantes deste “maldito” livro do Apocalipse.

Gresder Sil

Escrito em vinte e um de setembro de dois mil e dez

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Deus é possível!

Tanto a crença de que toda á vida surgiu de um primeiro Ser sem principio (Deus) como a teoria de que a vida surgiu da matéria no tempo e no espaço (evolução) são incoerentes e insuficientes para satisfazer a razão humana de casualidade que não aceita que Deus tenha gerado tudo sem Ele mesmo ter um princípio, necessitado de uma origem anterior a Ele, como também não concorda que alguma coisa possa simplesmente surgir sem ser conseqüência de um movimento de correlação com causa efeito.

Se Deus originou o mundo, quem ou como se possibilitou sua existência, e se o mundo se auto-gerou, como poderia do nada surgir alguma matéria e existência? Portanto nada na verdade deveria existir, toda e qualquer noção de origem e propósito é ilógica, só o Nada e a não existência é lógica, a existência e matéria no universo é um fato concreto irracional. Pois sua origem está para além da lógica humana que objetivamente não pode se satisfizer com crenças religiosas ou teorias cientificas incapazes no tempo de conceber o absurdo do Infinito.

Mas contra toda a lógica de casualidade necessária: a vida existe, e a matéria se formou no espaço. Estamos aqui, somos reais, e se a nossa vida contrariando a lei de causa e efeito existe como fato incontestável e contraditório, não existe impedimento nem um contra a plena possibilidade da existência de Deus como um Ser que também esta para além de toda a concepção humana de causa e principio. De alguma forma uma energia que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao entendimento do homem: possibilitou a nossa existência.

Aonde nada deveria existir, tudo se torna possível. Deus é uma possibilidade ilógica do absurdo da vida. Não tem como negar ou afirmar objetivamente sobre este sujeito da crença humana, pois toda descrença ou fé são subjetivas e não estão passiveis de uma analise cabal e satisfatória de seu objeto. Negar a possibilidade da existência de Deus porque não podemos consebe-lo necessário e racionalmente é o mesmo que negar sobre a possibilidade de uma estrela três bilhões de vezes maior do que o nosso planeta (o sol é só um milhão de vezes) que até ontem nunca foi concebível pela mente humana. Portanto Deus é possível, como possível foi a nossa vida, assim como é possível que toda possibilidade se torne em existência.

Gresder Sil

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A facilidade da felicidade



Venha cá, vamos conversar... Me de cinco minutos, que eu vou te mostrar a como ser feliz... e como viver com leveza!!! Você permitiu que a sociedade te colocasse um fardo maior do que você pode carregar não é? Nossa!! Meu deus!! É tão fácil ser feliz!

É só deixar a bagagem e pegar somente o necessário para viver, e caminhar...
Caminhar, amigo(a) caminhar…
Será que você entende isso?!

Caminhar significa que não temos um ponto definido, uma estação certa, mas apenas uma estrada.
Pois se buscarmos repouso!?...
Não o encontraremos nunca numa vida tão cheia de incertezas e incidentes como a nossa.Temos que viver um dia de cada vez, uma vez de cada dia

Fazer o que é possível hoje,
levar o que podemos carregar somente.
Não querer voltar para pegar o excesso;
mas pegar o que falta pela estrada.

E caminhar...

Ver simplesmente o que esta diante dos olhos.
Não se preocupar com o que os olhos não vêem ainda,
mas andar para frente.
Devagar às vezes;
Correr quando for preciso.
Mas sempre para frente
Não parar!
Não existe ponto fixo.
Mas apenas uma estrada!

Se der para estudar, estude!
Se não der, não estude.
Se der para casar, case!
Se não der, não se desestime.
Se tiver filho, ame!
Se não tiver, ame os sobrinhos.
Se tiver casa pinte-a!
Se não tiver, alugue uma.

Tenha o que puder, ame o que tiver;
somente o que tiver a sua mão faça!
O que não der não se inquiete,
milhões no mundo se aflige pelas mesmas coisas e não vêem sobre você uma carga maior do que a dos outros, cada um recebe a sua carga.

Olhe para baixo!
Não tem casa própria?
Milhões perdem casa nas enchentes todo dia.
Mão tem amor?
Milhares nunca se quer, vão amar ou serem amados um dia.
Não tem muito dinheiro?
Milhões morrem de frio e fome...
Pra pessoas privilegiadas como nós só é infeliz quem quer
A felicidade esta ai
Pegue-a

Viva!! e também espere a vida te surpreender...
Espere ela ditar os caminhos que tem para você.
Você tem os mapas, mas os ventos e as chuvas não estão sobre seu poder.
Deixe a vida te conduzir, não face tudo sozinho(a).
Ela será generosa com que respeita as leis da existência e da vida.

E pouco é suficiente para viver.
E tudo o que essencial é fácil de se obter.
Sofremos por coisas que não são fundamentais!
Por coisas que impomos a nos mesmos...

Você acha que quem alcançou alguma coisa na vida foi porque lutou muito?
Não! Absolutamente não!
Elas apenas estenderam a mão para pegar o que estava a sua altura. Mas para algumas pessoas a vida deu braços curtos.
E são por isso que elas não alcançam...
Estão ninguém é perdedor ou ganhador! Certo?!

Mas apenas um ser aleatoriamente jogado ao mundo
Pegue a sua porção.
O que estiver no seu caminho.
O que Deus te enviar a cada dia...
Somente isso, somente o que você conseguir carregar.

Gresder Sil

15/08/2010

Retirado de um bate papo emocionante e inspirador do MSN

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Minha amiga Morte



Como ponto culminante que fecha e sela o ciclo da vida, a morte só pode ser vista como uma inimiga no âmbito religioso aonde a religião priva os seres de se saciarem com a vida. Nem inimiga e muito menos a pior delas, mas o elemento que se faltava para se completar e concluir o sentido absoluto da vida.

Uma vez que se encontra nas coisas da vida o sentido inerente a elas próprias, não mais se busca o significa das coisas fora da arena da história da vida. Isto porque estando em cada coisa e experiência o seu próprio sentido de ser, e não em um sentido ou propósito externo, as vivencias humanas serão plenas e satisfatórias por si mesmas.

A morte só pode ser temida aonde a vida não foi vivida, aonde o ser não viu e não se satisfez com a vida. Somente no ambiente religioso onde os sentidos das coisas não estão em i mesmas, onde os olhos estão postos para cima, e aonde as expressões espontâneas e geradoras da vida são podadas com olhos limitadores, a morte é tida como a ultima inimiga.

Quando encontramos no amor, na dor, na ação, no movimento, na busca, na fé, na esperança e no existir o seu próprio sentido aonde amor significa unicamente um sentimento maravilhoso de afeição, dor simplesmente sofrimento e privação da alegria, e fé puramente confiança em Deus, a morte como a ultima experiência constitui unicamente: conclusão, fim e descanso.

Quem amou alguém de verdade, sua família com generosidade, seus amigos com lealdade; quem perdeu seu tempo e brincando se sujou com crianças, quem parou para se embebedar do cheiro das flores e do canto dos pássaros; e quem foi grato a Deus pela vida, e com fé na justiça lutou por uma sobrevivência digna, esta pleno da vida, não precisa desejar as coisas de cima, e não somente pode receber a morte de bom grado como uma boa amiga, como também pode a esperar tranquilamente como a ultima experiência indispensavelmente necessária da vida.

Esdras Gregório

Nascido em 10 de agosto de 1981

sábado, 7 de agosto de 2010

Um Deus impotente




Toda recusa e aversão a Deus, reside muito mais por causa da idéia de uma necessidade lógica da existência de Deus. Do que no próprio fato de existir um Outro Alguém além e maior do que nós. Pois se precisamos de uma origem, logo: (silogismo dos ateus) segue que também Este que nos criou necessitaria de um principio, e assim infinitamente.

Mas como de fato e concretamente existimos, e isso independente de termos ou não a necessidade de uma causa primária, mas no mínimo como fruto puro da mais livre casualidade da vida, Ele também pode existir sem a necessidade matemática de ter que consistir em si por que nós existimos como conseqüência Dele. Pois se segundo os materialistas: nós existimos sem criador, logo Deus também esta livre para ser quem é, sem necessitar de uma origem anterior a Ele, como eles alegam.

Portanto conclui-se que sua existência é tão milagrosa quanto a nossa, e tão desobrigada de ter um outro Criador sobre Ele, como nós também existimos sem necessariamente de precisarmos que alguém tenha nos modelados do nada. Pois se a matéria e a energia em movimento na “terra” proporcionaram a existência de seres inteligentes como nós, porque também não poderia acontecer o mesmo no “céu” num grau de perfeição muito maior? De um jeito ou de outro sua existência é tão possível quanto é real a nossa vida, quanto é concreto a nossa existência.

Mas tal Deus não é para os homens um deus Todo poderoso que cria a matéria que não existia antes Dele. Mas antes um Deus que apenas da forma a matéria bruta e inerte que já existia sem formato junto com Ele no vazio e imensidão do espaço. Neste caso Deus realmente não tem Todo o poder ou não precise criar do nada, mas é a energia que assopra e dirige o cosmo num processo evolutivo que culmina na vida inteligente e sensível dos seres “criados”.

Ele é só pode ser de fato o condutor desta força inteligente da vida que tudo faz, sem Criar; que tudo diz, sem falar: e que tudo Rege sem dominar. Talvez não possa ou não queira nos ouvir, mas que esta totalmente junto conosco e anterior a nos na existência. Um Deus “impotente” e que por isso não mais será usado pelos homens, mas um Deus “leve”, livre e consciente que não faz planos para nós descobrirmos quais são, e nem tem propósitos de nos testar e aprovar apenas a minoria, mas que flui levemente sobre a natureza permitindo que a vida tenha seu único significado sagrado: Existir.


Gresder Sil

escrito em 19/07/10

Texto correspondente: “O direito de não crer” na coluna direita do blog.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

O legado religioso da humanidade



Assim como não podemos nos livrar da historia de nossa infância, assim como não podemos nos desfazer-mos das nossas heranças genéticas que legamos de nossos pais, assim como não podemos mudar a nossa própria feição e aparência, e assim como não podemos anular as experiências marcantes da nossa juventude, a humanidade não consegue se desvencilhar da sua primeira interpretação do mundo que é a mística e religiosa.

Impossível seria para aqueles homens ver o mundo com outros olhos que não fosse com olhos deslumbrados com a grande incógnita da origem da vida a qual eles só puderam ver como procedendo de seres e espíritos superiores e habitantes de outros céus e dimensões diferentes.

A primeira e necessária interpretação do mundo foi a religiosa, agora estamos marcados para sempre, a fé de nossos ancestrais esta em nosso sangue, suas esperanças e medos estão em nossos genes. Não adianta mais tentar fugir, as lendas e as alegorias serão para sempre a interpretação da origem inatingível da vida, mas só que concebível agora pelos símbolos e mitos novos da ciência que não passa de uma religião moderna do homem.

A ciência contemporânea acreditada como verdade agora, e que será crida como um mito nas gerações futuras será a história da trama complexo em que a matéria e a energia caminham em um ritmo apoteótico e épico na conclusão final da existência dos seres inteligentes. Explicação esta do processo da vida que da um sentido "religioso” a formação espetacular e assombrosa na forma em que a vida chega ao seu apogeu.

Pois como é descrito o processo evolutivo da vida nos seus átomos e micro-partículas, energias e forças que causam explosões e progressos que formam o universo parecem muito mais com algo dirigido por um propósito mágico e divino do que por casualidade sem motivo, que, portanto da um sentido a genealogia da vida criando o nosso mito contemporâneo de nossas ascendências. Moisés também fez isso uma vez, e foi suficiente por muito tempo.

No futuro não mais iremos ler as historia de Adão e Eva e de um mundo criado em sete dias, mas buscaremos nos mitos de macacos que viraram homens e de explosões que deram origens a mundos a grande riqueza alegórica da vez. Estamos agora na mocidade da humanidade que se deslumbra com suas redescobertas e abandono dos contos e fábulas infantis. E que um dia ainda chegara ao conhecimento maduro de que quanto mais perto do “fim” mais longe estamos das origens onde somente nela estão às rebarbas, restos e retalhos como amostras e provas que os deuses (Elohim) deixaram quando no momento da Criação do mundo.

Gresder Sil



Escrito originalmente em 16/06/10


Texto correspondente: “A literalidade do Édem” na coluna direita do blog

terça-feira, 2 de março de 2010

Um Deus a nossa imagem



No principio o homem criou a imagem de Deus, e fez essa imagem a sua própria semelhança. Pois quando primeiro o Espírito de Deus pairou sobre a vida que habitava na face da terra, Ele estava sem forma compreensível para o entendimento do homem, e sua definição ainda era vazia. Então disse o homem: pintemos Deus com as nossas cores, conforme a nossa possibilidade de distinguir e desenhá-lo. E assim fez o Homem o caricatura de Deus conforme os contornos e nuances que ele encontrou em sua própria imagem.

E por isso desde sempre Deus foi visto e vestido conforme os sentimentos e temperamentos humanos por ser impossível representar a Deus com imagens e emoções que não seja aquelas que o homem conheceu e sentiu em si mesmo ate agora. Pois de onde vem esta figura de Deus como um rei soberano que domina sobre tudo, se não da própria noção imperialista dos homens que sempre sentiram a necessidade de um governo para fazer justiça e trazer paz entre os homens.

E de onde vem esta reação de ira de Deus para com os transgressores se não foi do próprio senso de justiça intrínseco no ser de cada ser humano. E o que dizer do ciúme Divino para com os seus escolhidos que nada mais é do que projeção humana em Deus dos seus próprios instintos de amor e posse. E mais ainda, atribuíram a Deus o sentimento ditatorial dos imperadores humanos que não aceitam em não serem amados e questionados, e que castigam todos os que ousam protestar e insurgir contra as suas leis e domínios.

De fato Deus sempre esteve entre os homens, mas as suas ações foram interpretadas na medida em que os homens puderam entender por semelhança daquilo que eles mesmos percebiam neles. Porquanto não há outra linguagem para descrever a Deus se não a linguagem humana, assim como nunca existiu conhecimento humano de outras emoções e condutas se não as conhecidas e sentidas pelo próprio homem, com a qual ele descreveu até agora Deus e sua ação no mundo.

Deus jamais tem sentimentos determinados conforme reações e incidentes assim como não sofre influencia exteriores ou é determinado por instintos condicionados como o homem. Deus é Deus e não é homem, por isso é impossível de Ele agir como o ser humano que não da o direito ao outro de não ser amado, e que pune todo aquele que ousa ignorá-lo. Deus não precisa receber gloria assim como os reis humanos, pois a sua gloria é a sua Gloria, e não precisa receber aquela que é, e vem do homem, Ele se basta a si mesmo.

À vista disso Deus não se sente ofendido em sua honra, e não se importa em ser confrontado, antes Releva toda a nossa ignorância e petulância, permitindo a liberdade de Pensamento de cada criatura neste universo. Portanto se ele existe como criador do homem Ele esta muito além de todo sentimento humano com a qual o representaram ate agora. Relativizar a Deus não é por em cheque sua soberania, mas descrevê-lo com sentimentos humanos como os nossos. Não que a forma como homem escreveu no passado sobre Deus esteja errada, mas que ela não representa a totalidade do Ser de Deus, para ser tida como declaração absoluta e inquestionável sobre Ele.

A historia humana sagrada sempre foi a historia de como o homem viu e percebeu a Deus e sua ação no mundo e em si mesmo. Todo relato escrito foi escrito como testemunho humano da poderosa impressão no homem de tudo aquilo que ele experimentou e constatou como atuação divina sobre ele. Até agora o homem disse muito mais para Deus de si mesmo de como o homem o percebia, do que Deus mesmo disse ao homem de como Ele os enxergavam e os definia. Assim sendo o livro de Deus não é totalmente uma Palavra ditada ao homem tanto quanto é mais essencialmente um livro do homem para Deus, escrito pelos homens para ser lido por Deus.

Gresder Sil
(Esdras Gregório)

domingo, 11 de outubro de 2009

O direito de não crer



Deus não é uma pessoa, como se entende pelo termo pessoa nos dias de hoje. Ele não tem personalidade individual, como individual é cada homem pela sua experiência e tendência particular. A sua identidade intima é “impessoal” pela essência do Espírito puro e livre que ele é. Pois pessoa é apenas o invólucro exterior que envolve a essencialidade da alma do ser de cada ente autoconsciente e existente neste mundo. Deus apesar de não ter uma personalidade como a humana é um Ser pensante consciente de si mesmo: “Eu sou o que Sou” ou como diria o homem: “penso logo existo”.

A personalidade é o conjunto formado pelas experiências e influencias que o ente sofre durante a sua formação, não somente isso como também as próprias inclinações e tendências interiores que colaboram para formação desta pessoa. Sendo Deus livre de toda influencia externa ao seu Ser, logo ele não tem uma personalidade, mas pensa e vive na mais pura inalterabilidade da sua essência.

Portanto Deus não tem sentimentos humanos pessoais como raiva e senso de justiça que são produção inconscientes e inerentes de tendências determinadas que afloram diante de uma experiência exterior irresistível. Deus não é influenciável, não sente cólera, não sente ciúmes, e nem se ofende. Toda atribuição dessas experiências a Deus, são linguagens humanas que tentam descrever em analogia precária a reação do ser de Deus sobre os atos humanos.

Desde que o homem respeite o direito do seu próximo Deus dá o direito de cada um viver como quiser e acreditar no que quiser, e ate mesmo de não Crer na sua existência. Ele não é como os seres extintivos que sentem ciúmes e não aceitam não serem amados e reconhecidos. Ele deu a cada ser o direito a liberdade de escolher, e não vai se sentir ofendido em não ser amado pelo homem usar dessa sua liberdade se não ser ao seu favor.

Ninguém neste mundo tem toda a certeza em todo o momento daquilo que crê e não crê, e por isso uma das expressões implícitas de fé mais pura é a de um ateu justo a qual diz não acreditar, sabendo inconscientemente que se Deus realmente existir, Ele vai relevar a sua descrença. Pois se Deus existe mesmo, Ele é um ser tão nobre e tão livre que não precisa ser adorado pelos homens, mas que permite os homens viverem honestamente como se Ele mesmo não existisse.

Gresder Sil

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