
A vida é infinitamente significativa por si só, e não precisa de justificativa para isso, ela se alto justifica sozinha. Seu valor intrínseco é absoluto por força imperiosa de constatação. Por isso tanta grandeza se impõe como divino e sagrado tanto em essência como em origem. E o seu começo não poderia ser diferente de como é: milagrosamente místico e misterioso. A sua genesis esta tão distante como é desmesurado a sua concepção.
Toda e qualquer interpretação dada para o começo e propósito da vida que não esteja altura de sua grandeza a priori, deve ser rejeitando com incompatível com o valor que a vida tem e dá a si mesma. Um mundo tão incrível e tão vasto, não poderia ter um fim tão mesquinho como se sendo um palco e brinquedo dos deuses, como também não poderia ter um começo tão sem sentido, sem mistério e sem magia num acaso acidental.
Tanto a teoria da Criação como da evolução ainda são pequenas diante da grandeza da vida. Na verdade não passam de presunções impostas como respostas que foram dadas para perguntas urgentes e necessárias para se poder viver produtivamente sem se perder no vazio das questões primarias e existenciais. Mas antes viver deslumbrado diante do Assombro da grande origem inexplicada da vida, do que dar e criar respostas tão limitadas.
Estamos aqui, e parece que o universo inteiro em sua grandeza incomensurável foi feito pra ser visto, para ser descoberto. E no meio deste espaço infinito, somos um oásis num deserto árido e sem vida. A terra é o Jardim do Éden da alegoria bíblica. Mas não creio que fomos criados em seis dias e também não creio que chegamos a este ponto de evolução por milhares de anos. Mas sinto que fomos colocados cuidadosamente aqui.
Esdras Gregório
Escrito em 21/01/11








