sábado, 21 de novembro de 2009

Graça escandalosa



Não da mais para não ver e não sentir que quando ele disse: “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” não estava implícito um dos maiores mistérios generosos de Sua Graça. É inegável que milhões nesta terra escravizados por toda sorte de desvios naturais, e vitimas de tragédias existências e exclusões sociais morrem carregando consigo desde a muito um pedido profundo de libertação e misericórdia.

Milhares e milhares de prostitutas, viciados, drogados, antinaturais, marginais, doentes mentais, mutilados e famintos de pão desta terra, apesar de não encontrarem nesta vida a completa libertação entrarão no Reino adiante de todos aqueles que têm capacidade para serem justos e misericordiosos e não o fazem. Pois muitos destes outros sendo vitimas e os últimos na escala da extensão e alcance da miséria humana, no fundo de seus corações crêem e anseiam uma libertação.

Como a nossa mente pode ser tão pobre de pensar que se caso o ladrão da cruz não tivesse sido executado aquele dia, ele não teria a “sorte” do perdão. Pois ao contrario do outro ele já carregava em seu coração o anseio de libertação e desejo de perdão por tantos crimes cometidos. Não são palavras mágicas na hora de morrer, não são senhas bíblicas e evangélicas que a pessoa fala com a boca. Mas antes de tudo e o que determina a salvação de uma pessoa é a leitura que o Espírito faz dos gemidos anteriores e constantes do coração cansado e sobrecarregado do fardo que a existência lhes impôs sem o seu são consentimento e plena capacidade de rejeição.

Só tal entendimento com diz com o espírito do Evangelho da Graça que quando atinge em cheio é capas de transformar completamente, mas que os seu respingos e sobras que caem da mesa já é o suficiente para salvar o pecador ainda não transformado pela religião cristã. Como se tal conversão fosse para alguns casos uma vantagem, e nisso talvez esteja todo mistério, pois como Ele mesmo disse naquele tempo: “os judeus (equivalente aos cristãos atuais) percorrem mares e terra para converter um gentio e o tornam duas vezes mais filhos do inferno do que antes”

É impossível não ver que jamais Ele deixaria perecer a alma dos desprivilegiados da vida (os últimos), pela incapacidade total, vaidade e indiferença dos cristãos (os Primeiros) que não dão conta do recado. E mais ainda, visto que Ele nunca teve nojo de pessoa alguma nem jamais rejeitou um ser humano por suas mazelas e fraquezas, o seu mistério e proximidade com tais pessoas e tão grande ao ponto de Ele dizer que quando negamos qualquer coisa a um destes que nos pede, é a Ele que o negamos. Há muito mais entre os céus e a terra do que a nossa vaga teologia pode imaginar.

Gresder Sil

15 comentários:

Gresder Sil disse...

Essa heresia não é só minha, mas de milhares de irmãs do circulo de oração que perderam seus filhos no mundo e que no fundo de seus corações acreditam que o Deus a qual tanto clamaram há de ter misericórdia sobre misericórdia para aqueles que creram sim, mas não encontram a libertação nesta terra. Posto que a perdição não seja para os fracos e pecadores, mas somente aos incrédulos e perversos.

A arte de ter razão disse...

O apóstolo Paulo diz o seguinte:

"Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas. Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho."

Portanto, os incrédulos também tem chance de herdar o Reino dos Céus, mas ao invés de serem julgados pelas leis às quais estão sujeitos os cristãos, serão julgados de acordo com as suas consciências. Só os hipócritas e perversos não tem chance com o seu Deus.

Quanto ao que você disse a respeito do ladrão na cruz, concordo 100%.

Gresder Sil disse...

.
Os incrédulos que referi não são os que não acreditam no cristianismo, mas os incrédulos da justiça e da misericórdia pregadas por Cristo, encontradas na consciência humana universal amoldada a cada capacidade de entendimento individual como você bem citou.

Marcio Alves disse...

Durante muito tempo, interpretei o sermão da montanha, mas precisamente, as bem-aventuranças como virtudes para se alcançar nesta vida para ter a “outra vida”.

Lia com as lentes que me eram dadas, pelos doutores da teologia.

Encarava as beatitudes – assim também chamadas – como regras, preceitos, normas e comportamentos descritos para qualquer cristão que, quisesse entrar no Reino dos céus.

Como por exemplo, o celebre John stott que escreveu:
“As bem-aventuranças descrevem o caráter equilibrado e diversificado do povo cristão. Não existem oito grupos separados e distintos de discípulos, alguns dos quais são mansos, enquanto outros são misericordiosos e outros, ainda, chamados para suportarem perseguições. São, antes, oito qualidades do mesmo grupo de pessoas que, ao mesmo tempo, são mansas e misericordiosas, humildes de espírito e limpas de coração, choram e têm fome, são pacificadoras e perseguidas.
Além disso, o grupo que exibe estes sinais não é um conjunto elitista, uma pequena aristocracia espiritual distante da maioria dos cristãos. Pelo contrário, as bem-aventuranças são especificações dadas pelo próprio Cristo quanto ao que cada cristão deveria ser.”

Martyn Lloyd Jones interpretando “os pobres de espírito” das bem-aventuranças diz:
“Necessariamente, essa (pobre de espírito) é a primeira das bem-aventuranças devido à excelente razão que ninguém pode entrar no reino de Deus a menos que seja possuidor desta qualidade.”

Enfim, centenas de outras interpretações do cristianismo histórico seguem a mesma coerência.
Ou seja, não há duvidas sobre as bem-aventuranças, é algo homogêneo e unânime na cristandade.

Só tem um problema, é que eu decidir, não mais ler as escrituras com as lentes que me dão.

Mas sim, pensar livremente.

(A essa altura você pode estar, se perguntado: Mas afinal de contas, o que este comentário tem de haver com a postagem do Gresder? Tem tudo haver. Tenha só mais um pouquinho de paciência comigo, que até o final você entenderá.)

Hoje, já não mais concordo com esta interpretação histórica – digo isto, com muito respeito aos grandes vultos do cristianismo, que prestaram o grande favor ao Reino de Deus.

Eis algumas razões:

1-Contexto gramatical.

Quem disse que o sermão da montanha começa no capitulo cinco de Mateus?
Para algum (ns?) desavisado, a bíblia originalmente, não possui divisões de capítulos e versículos.

Foi o Prof. Stephen Langton que, no ano de 1227 dC a dividiu em capítulos, para facilitar a sua leitura e localização.
Já os versículos, foram organizados, no ano de 1551, pelo Sr. Robert Stephanus

Fazendo uma acurada e minuciosa investigação, o texto do sermão da montanha, não começa no capitulo cinco, mas provavelmente no capitulo quatro e versículo vinte e três, que diz:

“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.

E a sua fama correu por toda a Síria, e traziam-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos, e ele os curava.

E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia, e de além do Jordão.” (Mt 4 v 23 – 25)


2-Contexto Histórico.

Diz os historiadores que, na época de Jesus, o povo pobre era massacrado e oprimido pelo império Romano.
As pessoas as quais, Jesus se dirige, são indefesos, injustiçados e perseguidos.

Continua................

Marcio Alves disse...

Portanto, ouso re-interpretar o sermão da montanha, dizendo:

Pobres de espírito:
Não são – como gostaríamos que fossem – nós, humildes espirituais.
Mas sim, pessoas desprovidas de inteligência, pobres materiais que vivem mendigando para sobreviver.

Os que choram:
Não são aqueles sensíveis espirituais, dependentes de Deus, mas antes, os oprimidos que choram pelas injustiças e dramas humanos.

Os mansos:
Não são os que tem o temperamento controlado pelo Espírito Santo, mas antes, os dominados pelos sistemas de poder, que são esmagados e controlados. Que não conseguem reagir, não tem forças para lutar e reverter a situação.

Os que têm fome e sede de Justiça:
Não somos nós, pessoas boas que sofrem – ou pelo menos tenta sofrer – a dor do outro, mas antes, os que sofreram injustiças nesta vida. Por exemplo, a mãe que perdeu seu filho, o desgraçado na áfrica, que não tem o que comer em um mundo de Bilionários, os doentes terminais que mal são atendidos nos hospitais.

Misericordiosos:
São pessoas que ajudam as outras naquilo que ela mesma perdeu (sofreu).
São pessoas miseráveis que tem um coração (daí a expressão, “miseri” + “cordia”) generoso para com os desgraçados.

Limpos de coração:
Não são pessoas santas, seguindo um padrão de perfeição moral que é ditado em formas de regras pela igreja.
Mas antes, as pessoas ingênuas, bobas e simples que, muitas vezes são facilmente enganadas e passadas para trás.

Pacificadores:
São os que desejam a paz, odeia as brigas e guerras.

Os que sofrem perseguições:
Enfim, o sofrer perseguição, resume bem as bem aventuranças.

Pensem comigo.........Quem são os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, misericordiosos, limpos de coração, pacificadores, os que sofrem perseguições, descritos por Jesus?

Quem no mundo que vivemos, sofrem mais o drama humano?

A grande boa nova deste texto é que:
“Essas descrições da bem aventurança, não são de virtudes que devemos almejar ou alcançar, mas de pessoas que foram esmagadas pela vida.

Essas pessoas não são do Reino de Deus por serem assim, mas apesar de serem assim.
Ninguém precisa deseja sofrer, como se houve virtude em sofrer, mas apesar de sofrerem são amadas por Deus e bem vindas no seu Reino.”

Continua......................

Marcio Alves disse...

Por isso é que Jesus disse:
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (Mt 6 v 33)

Buscar o Reino, não é programações da igreja,
Evangelizar (leia-se, fazer proselitismo), dar dízimos e ofertas, participar de campanhas, trabalhar na “obra”, ter cargos ministeriais – ou seja, ativismo religioso, não é a essência do Reino.

Mas pasmem – os evangélicos mais conservadores – o Reino de Deus não é feito de programações da instituição, mas antes de pessoas.

Buscar o Reino é ajudar o oprimido e necessitado.
Que tem que ser acompanhado por justiça.
Pois não há paz, sem justiça.
Justiça, essa é a prioridade do Reino de Deus.

Alias, não somente o Reino de Deus é um reino de pessoas, mas o próprio Rei deste Reino é visto nas pessoas pobres e oprimidas.

“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;

Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?

E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mt 25 v 34 – 40)

Pois a religião de Jesus, não é confessional – como bem expressou o Gresder: “Não são palavras mágicas na hora de morrer, não são senhas bíblicas e evangélicas que a pessoa fala com a boca.” – mas de praticidade.

Religião dos evangélicos (confessional):
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mt 7 v 21)

Religião de Jesus:
“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica” (Mt 7 v 24)

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.” (Mt 7 v 12)

Um grande abraço

Obs: Vou postar este comentário no meu blog.
Estamos kits, em Gresder?

Minha postagem: “Não creio em milagres!” te inspirou a escrever esta postagem, logo esta sua postagem me inspirou a escrever este comentário que virará postagem.

Aliás, justiça seja feita, esta já é, a terceira postagem que escrevo, lendo os seus artigos.

Continue assim amigo, nos brindando com textos maravilhosos como este!


Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.

Levi Bronzeado disse...

É isso mesmo Gresder Sil, a velha graça está na mãe daquele filho que se perdeu pelos inebriantes atalhos da vida.

A velha graça "escandalosa" está na prece silenciosa dessa sofrida mãe, quando se desfaz em lágrimas, dizendo:

“SENHOR, ESTOU AMANDO O MEU FILHO “PERDIDO” COMO NUNCA AMEI!”

Gresder Sil disse...

.
Marcio a inspiração veio do seu texto e de um texto do Daniel Gluba também, vou colocar a parte da sua interpretação das bem aventuranças na "minha" lista de e-mail morri de inveja por não ter sido eu que escrevi.

Eduardo Medeiros disse...

Ô fazedor de alcunhas infames, tudo bem?

O comentário do Márcio é uma pérola do pensamento "blogal", e já o comentei.

Não vou repetir tudo aqui o que disse lá, mas repetir que o Reino de Deus era a obsessão de Jesus.

E esse Reino não era somente para os filhos de Abraão, pois para Jesus, ser filho de Abraão não quer dizer absolutamente nada. Até de pedras Deus poderia suscitar filhos a Abraão...

O Reino vem com sua "graça escandalosa" fazendo os últimos serem os primeiros.

A bem da verdade, me parece, que o próprio Jesus construiu esse pensamento ao longo da sua carreira messiânica, visto que em alguns pontos dos Evangelhos, especialmente naquele encontro com a mulher sírio-fenícia, Jesus pára, pensa e se rende diante da fé da mulher, que mesmo chamada de cachorra, humilha-se e espera sorver as migalhas da mesa dos judeus.

Se o Mestre confessa que nem em Isral encontrara tal fé, como é que as pessoas ainda pensam, como você bem colocou, que o Reino é so de quem pratica o Cristianismo?

Há algum tempo, ponderei com um amigo fundamentalista(Isaias, se você ler esse comentário, não estou sendo pejorativo, ok?):

"veja só, os milhões de miseraveis da África, da Índia, do nordeste brasileiro, nasceram e morreram na miséria, no abandono, na opressão, e agora ao morrerem, vão continuar para todo sempre, queimando no inferno"; meu amigo olhou para mim, titubeou, mas respondeu: "pois é, se não aceitaram Jesus vão mesmo".

Ele não entendeu ainda, como você, que a graça é escandalosa.

abraços calorosos

Gabriel Nagib disse...

Gesder, excelente texto, resume muito bem o grito entalado na garganta de muita gente.

Uma parábola que me ensinou muito foi a dos filhos que recebem um pedido do pai, e o primeiro afirma que fará mas não faz, e o segundo nega o pedido mas no final faz, e o pai se agrada do que, mesmo negando, realiza seu desejo.

Não importa o quê afirmamos sobre nossa salvação, ou as declarações que fazemos, e sim o que fazemos. Muitos declaram-se discípulos de Jesus, e dizem que vão obedecer aos seus mandamentos, mas não o fazem, enquanto muitos negam a Jesus, a Deus, diretamente ou indiretamente (negando até a existência de Deus), mas no final, cumprem seus mandamentos.

Eduardo wuiliann disse...

No começo da minha fé, me recordo que havia um pessoal muito entusiasta da questão de Missões que disse que se eu não pregasse, as pessoas morreriam, iriam para o infrno e diriam que me conheceram e que eu não disse nada sobre Jesus... Como novo convertido fiquei atordoado com tal comentário, senti angustia profunda pela pregação como obrigação existencial , mas graças a Deus (ufa) fiquei liberto quando comecei a ler com mais atenção os evangelhos e tive nas mãos o livro do Sr. Finney...
Tal pensamento é por demais provinciano ao meu entendimento de Deus e de suas coisas...
Nunca acreditei em graça condicionada ao sucesso dos missionários ou coisa parecida, mesmo... Agora que eu acho, aqueles que vêem, podem crer, podem escolher, e tem liberdade intelectual e espiritual para encarar o messias nos olhos e não fazem... Paredão neles... rsrsrsrrs

Gresder Sil disse...

Gabriel que heresia escandalosa em ? O Eduardo vai morrer de inveja, pois aqui só passa maluco. Antigamente ser chamado de liberal ou herege era ofensivo, agora virou apelido carinhoso entre amigos que disputa a honra de ser o mais herético de todos rsrs

Daniel Grubba disse...

Gostei muito do texto. Fico lisonjeado de ter escrito algo que lhe inspirou a escrever tão belas palavras.

Que Deus o faça crescer na graça e no conhecimento do Senhor,

Abraços,
Daniel

Tavares.Y disse...

Que bonito!

"Milhares e milhares de prostitutas, viciados, drogados, antinaturais, marginais, doentes mentais, mutilados e famintos de pão desta terra, apesar de não encontrarem nesta vida a completa libertação entrarão no Reino adiante de todos aqueles que têm capacidade para serem justos e misericordiosos e não o fazem. Pois muitos destes outros sendo vitimas e os últimos na escala da extensão e alcance da miséria humana, no fundo de seus corações crêem e anseiam uma libertação."

Amém.

Cláudio Nunes Horácio disse...

Excelente texto meu mano, reflete e berra verdades que só quem tem olhos para ver enxerga. O segredo é Deus oculto no próximo, é o perdido sendo achado pelo Bom Pastor. Isso só vemos quando a religião morre dentro da gente para que Cristo possa viver em nós. Beijo no coração e FELIZ NATAL!

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“todo ponto de vista é à vista de
um ponto, nos sempre vemos de um
ponto, somente Deus tem todos os
pontos de vista e tem a vista de
todos os pontos.”
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