
Durante a historia, a raça humana produziu aleatoriamente espécimes de homens excepcionais, a onde em quase toda época e povo teve alguns eleitos pela seleção arbitrária da vida como os gênios de seu tempo e nação. Dotados de atributos pessoais altíssimos que os favoreceram para aproveitarem suas oportunidades únicas sobre eles, fazendo de cada um: fruto representativo da espécie.
Mas em Um, inexplicavelmente conjunturas sociais, atributos morais, influencia religiosa e vontade férrea se juntou como o mais puro milagre da existência de probabilidades humanas. Fazendo Dele um elo entre o reconhecível e o incógnito. Ele não foi um filosofo estudioso dos antigos; tão pouco um sábio original. Mas nem por isso deixou de ser semelhante em espírito e temperamento aos homens dos quais esteve irmanada em toda sua existência.
A sua maior referencia humana observável para nós é o seu sentimento de Compaixão. Poderíamos até chamá-lo de profeta, mas remeteríamos o entendimento a um conceito romântico de profeta que não condiz com o verdadeiro espírito de um homem considerado como tal. Todo grito e preocupação profética foram, sobretudo com a opressão dos pequeninos e injustiça social e religiosa dos poderosos, e não como uma apreensão espiritual como erroneamente se entende.
Pois o fato dos profetas terem falado em nome de Deus não significa necessariamente que eles escutaram de forma audível a Deus, mas guiados por seus sentimentos, se utilizaram dos símbolos de justiça e misericórdia de Deus para proteger os indefesos e os mais fracos. Um profeta é e sempre foi intensamente imbuído pelo espírito humanitário que se doa e se arisca para melhorar a vida do povo a qual seu coração esta intimamente afeiçoado, se opondo fortemente aos governantes e sacerdotes em defesa dos indefesos.
E em partes Jesus foi exatamente como todo verdadeiro profeta que ama uma nação, e que por ela dá sua vida, de forma que Jesus como todo grande humanitário para não multiplicar problemas já existentes, usou da religião oficial daquele povo, como sua estrutura para trazer um novo modo de religiosidade independente entre Deus e o homem. Aproveitando as fontes e tradições sagradas do seu povo, não por acreditar piamente nelas, mas porque era o único material que Ele tinha nas mãos e que estava nas veias e coração daquele povo. E também porque para Ele a verdade não estava na letra (doutrina) da sua religião de origem, mas no espírito (sentimento) religioso daquele e de qualquer outro povo voltado para Deus.
Gresder Sil
Escrito em 19/10/10