sábado, 4 de dezembro de 2010

Educação e propaganda religiosa


O ser humano é como um carvão que precisa ser abrasado, como um combustível que precisa ser queimado. O homem é um motor vivo. E, sobretudo os jovens são puro vigor que precisam de alguma coisa para canalizar suas energias. O esporte a militância política e a religião são formas patrocinadas pelos governos de condensar esta força que em outros contextos seriam usados como impetuosidade para a anarquia ou criminalidade.

Por isso os grandes estadistas, legisladores e líderes intelectuais e eclesiásticos, e o governo num modo geral sempre se preocupou não somente em aproveitar a força da juventude de seu povo como também em redirecionar esta energia para evitar a degeneração dos homens de sua nação. De forma que uma publicidade governamental patriótica e educação religiosa sempre foram os meios pelas quais os governos se utilizaram para dirigir os súditos de um povo.

Assim como hoje a mídia estimula a população com seu anúncio em comerciais do governo em que pinta entusiasmadamente o progresso do país. Assim como uma igreja com seu boletim semanal e jornais mensais noticiam orgulhosamente a continuação gloriosa de sua historia e seus feitos, como um meio de manter unido o seu rebanho e entusiasmar a nova geração. Também no passado foi criado o mais poderoso veiculo de propaganda religiosa e ensino da juventude.

A bíblia hebraica com seus heróis, com seus feitos grandiosos, com suas historias de guerreiros de coragem e valor, com seus exemplos de rebeldia e castigo, com sua sabedoria proverbial, com suas lições morais e seus cânticos entusiasmados é a maior propaganda religiosa de educação governamental que um povo teve sobre esta terra. Pra isso ela não somente foi escrita separada por cada escritor, mas durante a historia ela passou por varias redações gerais.

A exemplo da redescoberta dos livros do Pentateuco no tempo do rei Josias, dos trabalhos feitos em prol da nação por Esdras e Neemias e da tradução da septuaginta, a bíblia hebraica passou por varias edições e seus redatores foram homens visionários que passaram um verniz brilhante nos fatos históricos tornando os mais poderosos meios de propaganda religiosa para a educação de um povo a fim de estimular as gerações de jovens ao patriotismo e ao temor religioso.

A bíblia é um livro escrito por cronistas e poetas, legisladores e reis e não por médiuns e videntes de cavernas alienados do processo e conjuntura histórica de seu povo. E Isso muda tudo, os caras eram escritores talentosos, historiógrafos e editores românticos que num tempo aonde não tinha mídia e imprensa, proporcionaram pela condensação da cultura, religião e política no seu livro sagrado, a formação de uma das religiões mais poderosas, homogêneas e antigas da terra.


Gresder Sil (Esdras Gregório)

Escrito em 03/12/10

18 comentários:

Edson Moura disse...

Gresder, acompanhando este teu raciocínio, poderia eu dizer então, que a Bíblia é um livro que cabe apenas ao povo hebreu?

"A exemplo da redescoberta dos livros do Pentateuco no tempo do rei Josias, dos trabalhos feitos em prol da nação por Esdras e Neemias e da tradução da septuaginta, a bíblia hebraica passou por varias edições e seus redatores foram homens visionários que passaram um verniz brilhante nos fatos históricos tornando os mais poderosos meios de propaganda religiosa para a educação de um povo a fim de estimular as gerações de jovens ao patriotismo e ao temor religioso."

Levi Bronzeado disse...

“De forma que uma publicidade governamental patriótica e educação religiosa sempre foram os meios pelas quais os governos se utilizaram para dirigir os súditos de um povo”. (Gresder)

A propaganda de uma “independência ou morte” forjada está sendo desmontada e “desvernizada” pelos modernos historiadores, como foi o caso de D.Pedro I, descrito por Laurentino Gomes - no seu livro “1822” que abordei no meu recente texto, lá no “Ensaios & Prosas”.

Uma pergunta:

Será que não estamos malhando em ferro frio ao retirar o verniz dos “fatos históricos fantasiados do passado”, sabendo que é próprio da natureza humana essa atração inconsciente pelo “dourado externo” da coisa, junto a uma conseqüente aversão ao seu “miolo”?

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Tema interessante e a própria Torah nos diz que os pais devem transmitir aos filhos os seus ensinamentos.

“Ensina a criança no caminho que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” - Pv 22.6

E isto foi passado ao povo israelita antes de eles constituírem uma monarquia. Aliás, a Torah foi a primeira constituição que os israelitas tiveram tendo no Pessach a comemoração de sua independência política. Tudo isto nos mostra que a religião judaica busca suas raízes no coletivo e a Torah deu aos israelitas raízes, as quais são melhor firmadas após o exílio babilônico.

Apesar do pluralismo que têm, os judeus sempre foram um povo monocultural, diferentes dos brasileiros e dos norte-americanos. Hoje em Israel, mesmo que a grande maioria deles não pratique mais o judaísmo e alguns tenham até simpatia por outras religiões, todos continuam sendo judeus por uma questão de identidade.

Sobre o que o Edson colocou, não se pode esquecer que há nas Escrituras hebraicas um universalismo que, embora não seja lá tão forte quanto o helenismo ou o cristianismo, convida todos os povos para a adoração ao Deus único.

Finalmente, a respeito da interessante reflexão que o Levi colocou, acho que seria interessante romancear a história brasileira, mas não se pode esquecer que a desmitologização da nossa história está associada com a importância de libertar o povo brasileiro do domínio das classes dominantes que sempre nos explorou. Pois, conhecendo a verdade sobre o nosso passado, podemos romper de vez os grilhões que nos forjava.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo! Seguem aí passagens que ilustram um pouco do universalismo hebraico:

"Cantem de alegria, ó nações, com o povo dele,
pois ele vingará o sangue dos seus servos; retribuirá com vingança aos seus adversários e fará propiciação por sua terra e por seu povo" (Deuteronômio 32.43; NVI)


Portanto, as Escrituras hebraicas (Tanak) não cabe apenas ao povo hebreu. Aliás, em Abraão, todas as famílias da terra são benditas e os seguidores de Jesus, por intermédio deste, tornam-se filhos de Abraão por intermédio
"Louvem o SENHOR, todas as nações; exaltem-no, todos os povos! Porque imenso é o seu amor por nós, e a fidelidade do SENHOR dura para sempre. Aleluia!" (Salmo 117 NVI)

"Naque dia as nações buscarão a Raiz de Jessé, que será como uma bandeira para os povos, e o seu lugar de descanso será glorioso." (Isaías 11.10; NVI)

Portanto, as Escrituras hebraicas (TaNaK) não dizem respeito apenas ao povo hebreu, mas incluem todos os povos que se converterem ao Deus único. Aliás, em Abraão, considerado pai de muitos povos, todas as famílias da terra recebem a benção, sendo que os seguidores de Jesus, por intermédio deste, tornam-se filhos de Abraão

Gresder Sil disse...

Edson segundo a intervenção do Rodrigo eu digo que a bíblia hebraica tem pretensões universais, mas foi escrita exclusivamente aos judeus, Jesus mesmo veio* somente aos judeus e pregava somente aos judeus, esta historia de que ele aceitou o resto por ser rejeitado pelos judeus é uma Idea de João que expatriado tinha virado helenista.

*Jesus não veio, ele aconteceu...

Na verdade o grande mal do cristianismo ortodoxo é que ele não se encaixa em algumas pessoas como judaísmo não se encaixa em ouros povos, no mundo fechado e perdido destas religiões elas são coerentes em si, mas a partir do momento em que se tenta enfiar esta religião em todas outras pessoas é que vemos o quanto elas não são verdadeiras universalmente a não ser particularmente para quem acredita.

Verdade derradeira não existe, verdade é subjetividade.

Edson Moura disse...

Vou pensar um pouco na sua resposta e depois que eu assistir ao filme "Bastardos Inglórios" que aluguei aqui, volto para responder.

Mas é sabido que o Rodrigo, que desconfio que seja você, está em sua defesa e na defesa das Escrituras sagradas.

Gostei de desse Rodrigo viu!

Gresder Sil disse...

Levi a desmitologizaçao é fruto sim de uma aversão ao miolo, mas não o miolo essência mas sim as implicações exclusivistas da religião, se os livros sagrados não segregasse os homens não haveria ateus e céticos no mundo .

Edson já seria um esforço que eu não quero fazer te provar que eu não invento mais e não vou inventar personagens fictícios, ainda mais criar falas gigantescas e um blog com textos como os do Rodrigo.

Edson Moura disse...

Ops, falha minha Gresder, pois eu nem fui verificar o perfil do Rodrigo. Desculpa aí!

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

"(...) esta historia de que ele aceitou o resto por ser rejeitado pelos judeus é uma Idea de João que expatriado tinha virado helenista (...)"

Gresder,

Você acabou de confirmar mais um indício de que os Evangelhos foram escritos pelos gregos e não pelos apóstolos e discípulos de Jesus, os quais helenizaram o cristianismo. Ou melhor, transformaram o cristianismo numa nova faceta do helenismo para se oporem ao judaísmo e implodirem Roma.

Pouco sabemos sobre o João Evangelista e o texto de Atos nos diz que ele, assim como Pedro, era homem "iletrado" e "inculto" (At 5.13; ARA). Já os Evangelhos nos falam que João era irmão de Tiago e filho dum galileu chamado Zebedeu que parecia desenvolver uma atividade de pesca no Mar de Tiberíades, quando Jesus lhe chamou. POr sua vez, Apocalipse fala de um João preso em Patmos que recebeu de Jesus as revelações, mas como se sabe a literatura apocaliptica era geralmente escrita no anonimato e com uso de pseudônimos, além de que João [hebr. Jonas] era nome muito comum naquela época.

Apesar das brilhantes alusões a passagens das Escrituras hebraicas e redações posteriores que talvez possam ter sido feitas por um discípulo judaizante, o Evangelho de João nos expõe o modo de pensar grego, sendo considerável que a pena de algum discípulo de Fílon de Alexandria pudesse ter contribuído para a confecção de seu texto.

Anterior a Jesus, a escola judaica de Alexandria produziu magníficos livros em língua grega, dentre os quais epopeias, dramas, obras moralizantes. Os mais conhecidas são a Carta de Aristeia, os Oráculos sibilinos, e o Livro da Sabedoria de Salomão, sendo que este é de autoria anônima e faz parte do cânon da Bíblia católica apesar de não constar na Tanak judaica (a Bíblia hebraica) e nem no cânon protestante.

Além do mais, o contato de judeus com a cultura grega provocou uma alteração na cosmovisão judaica, o que também se verifica no Evangelho de João, conforme consta neste oportuno comentário na introdução ao livro na Bíblia de Jerusalém:


"No seu conjunto, o quarto evangelho desenvolve o princípio de uma escatologia já realizada, influenciada pelos modos de pensar gregos. O judaísmo distinguia o mundo presente e o mundo (escatológico) futuro; conforme Jo 8,23, os dois mundos coexistem: um é o "em baixo" (este mundo) e o outro é o "em cima", em Deus (13,1). A ressurreição não deve mais ser esperada para o instante em que for instaurado o "mundo futuro" (cf. Dn 12,1-2), mas já está realizada em e por Cristo (11,23-26). Aquele que crê em Cristo já passou da morte para a vida (5,24; 1Jo 3,14), não mais verá a morte, isto é, a morte no sentido semítico do termo, esta quase aniquilação no Xeol (8,50; 11,25). A morte é apenas aparência (cf. Sb 3,2). Nesse sentido, os que crêem em Cristo não serão julgados, mas os que se recusam a crer já estão julgados (3,18-31.36). Tudo isso supõe antropologia de tipo grego, com distinção entre alma e corpo."

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Considere ainda, Gresder, que a exposição do raciocínio no Evangelho correspondem a uma maneira grega de pensar abstratamente e de raciocinar que o léxico e a sintaxe do hebraico e demais línguas semitas provavelmente não permitissem. Daí o que difere os textos dos Evangelhos para os romences gregos é que a fonte dos escritores do NT não deixa de ser a Bíblia hebraica. Aliás, sem as Escrituras do "povo do livro", fica evidente que não existiria o Novo Testamento como nós o conhecemos.

Finalmente considere que entre o Apocalipse e o Evangelho de João (bem como em relação à primeira epístola que lhe é atribuída) há grandes diferenças no estilo que nos levam a crer que foram autores diferentes. Inclusive, acredita-se que o Apocalipse tenha sido escrito por um mesmo autor talvez em duas épocas diferentes e que o texto hoje existente nas bíblias cristãs seria a reunião dos fragmentos anteriores por outra mão, desenvolvendo a trama com mais arte e adaptável a uma linda peça teatral subversiva.

O mais bacana disso tudo é que podemos encotnrar a inspiração divina mesmo lendo os textos do NT tais como eles são editados hoje. Ou sejam, mesmo com alterações boas e ruins e ter passado pelas mãos de helenistas anti-semita, podemos conhecer flashs sobre a vida de um judeu chamado Yeshua que viveu nas três primeiras décadas do século I e sermos tocados pelo seu Espírito. E isto vai depender da maneira como estamos dispostos a ler o texto. Inclusive porque a Palavra não morre. Ela está viva e à disposição de qualquer um.

Fica na paz!

Eduardo Medeiros disse...

universalismo e exclusivismo muitas vezes estão em tensão nos evangelhos como no caso da mulher fenícia que foi chamada de cachorra (animal imundo para os antigos judeus) mas que humildemente aceita a condição de gentia "imunda" e diz que ela quer as migalhas...

"não fui enviado a não ser as ovelhas perdidas de israel".

talvez a tensão seja exatamente por essa mescla nos evangelhos de judaísmos e helenismos.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Boa sacada, Eduardo!

Verdade seja dita que os textos dos Evangelhos e do NT em geral estão mais contaminados do que os da Tanak (o AT da Bíblia cristã). Ora se vê semente de um anti-semitismo grego e, em outros momentos, um retrato do Messias judeu. Assim, pouco podemos saber no sentido histórico sobre o judeu Yeshua e seus apóstolos. Exceto quando nos relacionamos com o Cristo vivo, assunto que extrapola a concepção científica e entra na esfera da fé. Aliás, crer em Jesus quando já não restam lá tantas provas históricas torna-se um ato de fé já que, do ponto de vista científico, é complicado afirmar pelas fontes a existência do cristianismo no século I.

Será que Jesus realmente tratou aquela mulher grega de origem siro-fenícia daquela maneira?

Como eu creio na presunção de veracidade do texto dos Evangelhos, embora proponha sempre uma crítica textual, vislumbro a possibilidade de que Jesus realmente fez aquilo para testar a fé da mulher e ao mesmo tempo dar uma lição para o povo judeu que não estava sabendo reconhecer o seu Messias para arrepender-se dos pecados e converter-se a Deus. Logo, por mais que a passagem incomode os valores morais dos nossos dias, ela também atende a um interesse grego na jogada.

Tal passagem para os nossos tempos, em que já não se vê mais a mesma tensão entre gregos e judeus, pode trazer várias significações construtivas:

1)Pela fé, aquela mulher grega de orige siro-fenícia conseguiu incluir-se no Israel espiritual e alcançou o empo em que o Evangelho deveria ser pregado a todas as nações. Isto porque o ministério de Jesus foi para os judeus e israelitas (houve vezes que os samaritanos foram incluídos e em outras não). Porém, com a sua ressurreição e os acontecimentos registrados em Atos dos Apóstolos, vem a ordem de pregar as Boas Novas para todos os homens de todas as raças, tribos e povos, pois Deus não faz acepção de pessoas.

2)Mas se Deus não faz acepção de pessoas, então por que Jesus disse tais palavras à mulher antes de conceder-lhe o milagre? Aí eu percebo que Deus, assim como Jesus, por não estar preso à moral humana faz as coisas como Ele quer e pode muito bem testar a nossa fé como lhe apraz para fins de crescimento pessoal do crente e também coletivo. Ele é Deus e não tem que pedir permissão a ninguém para agir como quer. Ele pode nos humilhar e nos exaltar. Pode nos matar e nos restaurar a vida. Pode mandar que façamos coisas absurdas. Ele é Deus! É o Rei absoluto de todo o universo.

Gresder Sil disse...

Eu fico bobo Rodrigo de imaginar como você pode crer em Palavra de deus inspiração e milagres da bíblia com a informação que você tem.

Você consegue ser fundamentalista e liberal ao mesmo tempo, é bonito ouvir seu discurso da Palavra, mas é contraditório tanto do ponto de vista ortodoxo como do ponto de vista da neo-ortodoxia da qual você bebeu inconscientemente.

Mas tudo bem, quem é todo coerente por aqui?

Gresder Sil disse...

Não! Desculpa, você se encaixa quase perfeitamente na teologia neo-ortodoxa de Barth da Palavra de Deus, mas para mim que já deixei de ser neo-ortodoxo acho tal doutrina belíssima mas fraca diante de informações e reflexões como a do meu texto que diz que a bíblia é apenas a maior edição de livros que já foi feito na historia.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Caro Gresder,

Pra que você precisa rotular as pessoas? Quando rotulamos alguém nós empobrecemos a nossa visão a respeito do outro pela generalização.

Também não sei onde está a alegada contradição, pois a meu ver esta visão tua tem mais uma explicação emocional do que lógica, pois é como se determinada posição que eu defendesse fosse incompatível com a outra porque extrapola os limites do rótulo.

Procuro basear-me nas experiências que tenho, não no seguimento de doutrinas ou daquilo que me dizem (ou disseram) nas igrejas. E além do mais, o que quero é ter uma compreensão de como eu me relaciono com a Vida, se estou sendo sincero com Deus e com o irmão, se minhas orações e tudo aquilo que expresso realmente são condizentes com a água que estou bebendo. Tanto é que um de meus mais recentes questionamentos tem a ver com a comunicação dentro do evangelismo, pois acho que as igrejas precisam ser evangelizadas e por isso não estamos evangelizando e sim propagando doutrinas que recebemos dos nossos pastores ou professores do seminário teológico ou dos autores de livros.

Você parece não crer na inspiração divina da Bíblia, mas eu te digo que a inspiração existe e que nós, infelizmente, criamos mitos a seu respeito. Daí talvez vc não crer nela porque lhe parece mais um mito, algo deconexo que te disseram dentro de alguma igreja.

Bem, cara, eu te digo que a inspiração divina está em toda parte. Você pode encontrá-la lendo a Bíblia ou não. Pode encontrá-la também lendo um outro texto, ouvindo uma pregação, trocando experiências com um irmão no lado de fora da igreja, meditando. Não há limites para a inspiração e, quando estamos desejosos de praticar o bem, estamos inspirados. Por exemplo, se saio de casa, passo por uma floricultura, e lembro de comprar uma rosa para alegrar minha esposa, acredito que Deus me inspirou. E, neste caso, a inspiração chegou de maneira mais acessível e simples do que quando estou estudando o Cântico dos Cânticos ou lendo um livro evangélico sobre relacionamentos.

Assim, não é difícil ver a inspiração na Bíblia, pois quem escreveu tais livros estava realmente afim de promover o bem para que outros conhecessem a Deus, fossem tocados e transformados. Compuseram sementes de amor.

Paulinha disse...

GRESDER,

Muito instigante esta postagem...parabéns!

Mas confesso que preciso parafrasear o RODRIGO:

"...não é difícil ver a inspiração na Bíblia, pois quem escreveu tais livros estava realmente afim de promover o bem para que outros conhecessem a Deus, fossem tocados e transformados. Compuseram sementes de amor".

Rodrigo, você está de parabéns pelo teu conhecimento!

Beijos.

Gresder Sil disse...

Nossa Paulinha você elogiou mais o Ricardo do que eu, volta aqui menina e faz um comentário ou elogio bem gordo para mim rsrsr

Ricardo estou sem tempo, dezembro eu estou trabalhando dobrado para atender a demanda, e tempo que me restou eu estou escrevendo aforismo para o facebook.

Mas rotular e uma necessidade de dar endereço e feição as coisas, queira ou não nós nos encaixamos em algum tipo de derivado de teologia e filosofia, e sua é perfeitamente compatível com a teologia da Palavra de Barth e Emil Bruner e a turma toda dos teólogos dialéticos da neo-ortodoxia.

Só não gosta de ser identificado com um rotulo, quem não sabe sistematicamente no que acredita, mas para quem pode dar ao razão coerente de sua fé ou descrença um rotulo é como uma casa com muro e telhado que protege, e principalmente identifica a pessoa.

Paulinha disse...

Ricardo?????? kkkkkkkkkkkk..

É Rodrigoooooo ...hahahaaa....

Ahh mas não fique com ciúmes, porque você sabe que TE AMO!! rsss...

BeijãooOO...

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“todo ponto de vista é à vista de
um ponto, nos sempre vemos de um
ponto, somente Deus tem todos os
pontos de vista e tem a vista de
todos os pontos.”
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