domingo, 16 de janeiro de 2011

A inculpabilidade humana.


Na historia da catalogação e qualificação da moral nas legislações e tratados de moralidade pelos estadistas, filósofos e profetas, os mais injustiçados fora exatamente os injustos. Não necessariamente os maus, mas os não justos: os pecadores, os malfeitores os desobedientes os marginais, os viciados os antinaturais e todos os desastrados e azarados desta nossa existência.

Pois foram tratados como se eles realmente tivessem em última instância culpa do seu estado de ser e proceder. Como se o poder mudar ou evitar tais condutas procedentes de seus estados de espírito, estivessem em seus plenos poderes. Assim sem o conhecimento real de centenas de fatores determinantes de conduta e temperamento, tais pessoas foram avaliadas e tachadas injustamente como culpadas do seu estado miserável de existência.

Estas tais pessoas não tiveram isso de livre escolha. Não no sentido ultimo. Pois elas foram livres somente para escolher fazer isso ou aquilo, mas não para ser outra pessoa além do que eram. E o que elas eram determinava inexoravelmente o que escolhiam. É a vida, e suas tragédias e encruzilhadas que os moldaram, foram suas tendências herdadas que os impulsionaram, e nem uma escolha esteve além do âmbito de suas possibilidades de ser.

Não existe exceções somos determinados por infinidades de tendências, motivos, impulsos, desejos, medos, receios, expectativas, perspectivas, ansiedades e sensações de todos os tipos. Mais volições, propensões e miríades de mal estar físicos e psicológicos, tanto como ambientes sugestivos temperamentos ressaltados e um monte de coisas que nos fazem quem somos e o que fazemos em milhares de situações determinantes.

O homem é fruto inevitável do meio em que vive. O individuo: produto da sociedade. E o ser humano já herda ao nascer tendências nata de temperamento que nortearão suas escolhas para o resto da vida. Sua aparência, seu porte, sua mentalidade e seus impulsos inerentes definirão que futuro poderá ter conforme suas experiências fatais. De forma que no quebra cabeça complexo da sociedade e existência alguns são aleatoriamente jogados a margem da moral, se tornando os piores pecadores por incidirem neles as piores condições determinantes de conduta e personalidade.

Esdras Gregório

Escrito em 14/01/11

4 comentários:

Levi Bronzeado disse...

“Não existe exceções somos determinados por infinidades de tendências, motivos, impulsos, desejos, medos, receios, expectativas, perspectivas, ansiedades e sensações de todos os tipos”. (Gresder)

O “inconsciente” é autônomo. O homem pode perceber apenas os seus efeitos, mas não pode controlá-lo. E, não podendo livrar-se ou fugir dele, sente-o como relativamente irresistível.

Existe um “véu” a frente dos olhos de nossa consciência, é por isso que do nosso outro lado, só vemos sombras enigmáticas, que de acordo com as circunstâncias podem provocar em nós, prazer, medo, tensão e diversos anseios afins.

CANTINHO DA JÚÚH disse...

Gostei muito do seu blog, ja estou te seguindo ficaria feliz se me seguisse também bjs;*

CARLOS HERRERA disse...

Parabens pelo blog..estou seguindo-o..
convido-o a visitar meu blog
cativosporcristo.blogpost.com
abraços

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Reconheço que o maior vilão de minha vida sou eu mesmo. Se me ferro com minhas escolhas é porque simplesmente agi de uma forma que me trouxe infelicidades, dor, destruição, solidão, miséria, problemas... Há muito tempo que venho tentando mudar e colho mais frustrações do que satisfações com meu comportamento.

Hoje tenho buscado ser mais compreensivo comigo mesmo, não no sentido de concordar com as coisas erradas que faço, mas sim na aceitação de há uma natureza contrária ao bem que quero praticar. Logo, consigo entender as palavras do apóstolo Paulo quando ele diz que:

"Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio (...) Sei que nada de bom habita em mim, isto é, na minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo" (Rm 7.15,18-19; NVI)

E, mais adiante, Paulo faz esta pergunta:

"Miserável homem que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da Lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado." (Rm 7.24-25; NVI)

É nesta graça que precisamos descansar! E, justamente pela graça, o Espírito Santo não deixa de habitar no crente, dando-nos a força e o encorajamento para prosseguirmos e buscarmos melhorar pela prática do amor. O pecado certamente O incomoda, mas seu amor é maior do que as nossas transgressões.

Ninguém consegue controlar ou conter a carne! Quem sempre foi irascível vai continuar tendo este tipo de sentimento. E quem tem suas compulsões e desejos sexuais, não fica livre deles. Nem pela velhice ou pelo casamento. Aliás, o desejo sexual é até algo natural e, por si só, não é pecado algum.

Assim, acho que a primeira atitude que devemos tomar é admitir nossa impotência contra qualquer tipo de pecado (para Deus as relações sexuais ilícitas ou as idolatrias não são maiores do que outras transgressões como ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções, invejas e até meso as glutonarias tão banais nas refeições dos crentes de hoje). Então, o que temos que fazer é agir com a mesma humildade a exemplo dos alcoólicos anônimos que, ao iniciarem o tratamento, aprendem que são incapazes de controlar o alcoolismo.

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“todo ponto de vista é à vista de
um ponto, nos sempre vemos de um
ponto, somente Deus tem todos os
pontos de vista e tem a vista de
todos os pontos.”
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