Enquanto se tratava dos de fora, foi fácil dizer que era sem-vergonhice, enquanto se tratava dos do “mundo” foi comum declarar que só bastava se arrepender que Jesus transformava. Mas agora a coisa é sentida na pratica, pois são nossos filhos, suas mães são dirigentes do circulo de oração, e seus pais são obreiros da igreja. Não da mais pra botar pra fora como se fazia antigamente, não da mais para extirpar este “mau” e limpar a honra, temos que engoli-los!!Como nunca antes, adolescentes em todo o mundo são “seduzidos” pelo brilho e magia de um modo de ser, que esta muito além do físico, mas: do emocional e de todo um conjunto de cosmovisao que não foram aqueles que seus pais previram para eles. E como a igreja não deixa de ser do mundo, para pagar o seu tributo às estatísticas, moços homossexuais brotam vigorosamente dos conjuntos de jovens da igreja evangélica brasileira e mundial, como um fato novo e real a cada dia.
Agora sentiremos na pele, o que e do que se trata. Por estarmos tão perto deles não mais diremos que eles são imorais como antes, pois são nossos filhos, conhecemos suas historias, sentimos seus corações. E o que dantes era tido como antinatural no geral, se tornou o natural de suas existências individuais. Aquilo que era desvio tratasse agora de algo essencial ao ser destes nossos filhos especiais. Na maioria absoluta dos casos não adiantará querer mudar a força algo agora existencialmente Normal.
Propensões genéticas, Violências na infância, brincadeiras de meninos, pais ausentes, mães dominadoras, seja lá o que for que possibilitou a delicadeza e excepcionalidade destes nossos guris, eles estão ai, a principio camuflados, mas desabrochando-se a cada dia em sua identidade emergente. E por mais que se atribuam a eles uma decisão Pervertida, e publicamente iremos reprovar, intimamente sabemos que o que se torna existencial na vida de uma pessoa já não pode ser mais julgado como uma decisão imoral, por causa da contingência poderosa e permanente de sua nova realidade visceral e inalterável.
Até agora a teologia Javista e Paulina foi feita pelo instinto de homens viris que tinham horror aos afeminados e “sodomitas” e que atribuíram a Deus um sentimento de abominação a tudo o que eles mesmos detestavam, como se Deus já tivesse se deitado e se deleitado com uma mulher para sentir esta tal aversão dos homens heterossexuais prosaicos. Por isso e pelas demandas da realidade, se tornou atualmente necessário se fazer teologia com instinto de Mãe que aceita e sabe que tal “desvio” não tem conotação de imoralidade, pois alem de estar fora da alçada de sua escolha, isso também se tornou na trama da existência do filho a essencialidade inalterável do seu Ser.
Gresder Sil
Texto inspirado na atitude da “teóloga” assembleiana Dona Zeni, Mãe de Isaias Medeiros, antigo e popular blogueiro fundamentalista que tornou conhecido na internet sua verdadeira condição essencial e transexual por meu interrogatório rsrsrs
Tirando uma base estatística da igreja que eu congreguei por sete anos, aonde de vinte meninos dois se revelaram com o tempo: homossexuais, posso dizer que existe a possibilidade de que dez por cento dos nossos meninos não são tão meninos assim.
No entanto a igreja não pode fazer nada, não digo nada para mudar, pois “isso” não se muda, mas para saber conviver e “tolerar” esses nossos filhos, uma vez que eles são igualmente filhos das nossas mães como também do nosso Pai do céu.
Mas ao “aceitar” isso a igreja não terá mais um pretexto e desculpa para entrar na política, levantando a bandeira de fachada de uma defesa da moral crista, quando quer na verdade uma e garantia e posição na sociedade.
Mas não é porque eu não acredito no moralismo cristão dos políticos evangélicos, que eu concorde com o movimento Gay e suas propostas, mas em um meio termo, pois para um “filosofo” naturalista a-moralista como eu, esta bem claro que homossexualismo não é nem natural (como eles querem) e nem imoral (como os cristãos afirmam), mas um “acidente” existencial.
Em tese o homossexualismo é antinatural, pois todos os impulsos sexuais visão inconscientemente a perpetuação da espécie. O Prazer em si é um engodo da natureza para ajuntar os pares. Assim como o sabor do alimento é uma forma de atrativo para nosso paladar que tem por finalidade ultima a nossa saúde e alimentação, e assim como o prazer do sono não é uma finalidade, mas meios para nos levar a reparação das necessidades do corpo.
Ou seja, o prazer não é uma finalidade, mas um meio necessário que a natureza usa para sobreviver. Objetivamente jamais pode se provar a naturalidade da homossexualidade pela atração visto ela não ser intrínseco ao ser e natureza do homem, mas resultado de experiências e da formação do temperamento, personalidade e gênio de cada pessoa.
O mundo sobrevive pela relação heterossexual, pois se só existissem homossexual numa geração, a raça humana seria extinta. Ate mesmo as atrações especificas de uma pessoa por outra tem a sua origem no instinto que inconscientemente quer através da sutil percepção dos genes dos outros através do cheiro dos feromonios, aperfeiçoar a sua prole.
Por que somos atraídos pela beleza? A não ser pela saúde que ela representa, a qual o instinto percebe o sucesso da procriação.! Conclusão: a heterossexualidade é a regra absoluta em tese.
Mas a verdade objetiva do mundo como regra de naturalidade não é a verdade subjetiva de cada um na sua condição existencial de experiência humana. O que uma pessoa é por fatalidade da existência, não é antinatural para ela, pois constitui a sua própria condição de ser.
O que é o mesmo que dizer que o que é antinatural no mundo, não é imoral no individuo, pois não constitui uma escolha pervertida consciente e determinada. Mas uma condição de vida que o destino o impôs, sem o seu consentimento prévio.
E toda teologia “homofônica” foi escrita mesma com base no “ódio” dos heteros convencionais aos homens “afeminados” o que é uma práxis antiga relegar a Deus todo o sentimento moral de aversão do profeta que usa da boca de Deus para fazer teologia com seu instinto de “macho”.







