quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Meu filho é Gay! E agora?

Enquanto se tratava dos de fora, foi fácil dizer que era sem-vergonhice, enquanto se tratava dos do “mundo” foi comum declarar que só bastava se arrepender que Jesus transformava. Mas agora a coisa é sentida na pratica, pois são nossos filhos, suas mães são dirigentes do circulo de oração, e seus pais são obreiros da igreja. Não da mais pra botar pra fora como se fazia antigamente, não da mais para extirpar este “mau” e limpar a honra, temos que engoli-los!!

Como nunca antes, adolescentes em todo o mundo são “seduzidos” pelo brilho e magia de um modo de ser, que esta muito além do físico, mas: do emocional e de todo um conjunto de cosmovisao que não foram aqueles que seus pais previram para eles. E como a igreja não deixa de ser do mundo, para pagar o seu tributo às estatísticas, moços homossexuais brotam vigorosamente dos conjuntos de jovens da igreja evangélica brasileira e mundial, como um fato novo e real a cada dia.

Agora sentiremos na pele, o que e do que se trata. Por estarmos tão perto deles não mais diremos que eles são imorais como antes, pois são nossos filhos, conhecemos suas historias, sentimos seus corações. E o que dantes era tido como antinatural no geral, se tornou o natural de suas existências individuais. Aquilo que era desvio tratasse agora de algo essencial ao ser destes nossos filhos especiais. Na maioria absoluta dos casos não adiantará querer mudar a força algo agora existencialmente Normal.

Propensões genéticas, Violências na infância, brincadeiras de meninos, pais ausentes, mães dominadoras, seja lá o que for que possibilitou a delicadeza e excepcionalidade destes nossos guris, eles estão ai, a principio camuflados, mas desabrochando-se a cada dia em sua identidade emergente. E por mais que se atribuam a eles uma decisão Pervertida, e publicamente iremos reprovar, intimamente sabemos que o que se torna existencial na vida de uma pessoa já não pode ser mais julgado como uma decisão imoral, por causa da contingência poderosa e permanente de sua nova realidade visceral e inalterável.

Até agora a teologia Javista e Paulina foi feita pelo instinto de homens viris que tinham horror aos afeminados e “sodomitas” e que atribuíram a Deus um sentimento de abominação a tudo o que eles mesmos detestavam, como se Deus já tivesse se deitado e se deleitado com uma mulher para sentir esta tal aversão dos homens heterossexuais prosaicos. Por isso e pelas demandas da realidade, se tornou atualmente necessário se fazer teologia com instinto de Mãe que aceita e sabe que tal “desvio” não tem conotação de imoralidade, pois alem de estar fora da alçada de sua escolha, isso também se tornou na trama da existência do filho a essencialidade inalterável do seu Ser.

Gresder Sil


Texto inspirado na atitude da “teóloga” assembleiana Dona Zeni, Mãe de Isaias Medeiros, antigo e popular blogueiro fundamentalista que tornou conhecido na internet sua verdadeira condição essencial e transexual por meu interrogatório rsrsrs

Tirando uma base estatística da igreja que eu congreguei por sete anos, aonde de vinte meninos dois se revelaram com o tempo: homossexuais, posso dizer que existe a possibilidade de que dez por cento dos nossos meninos não são tão meninos assim.

No entanto a igreja não pode fazer nada, não digo nada para mudar, pois “isso” não se muda, mas para saber conviver e “tolerar” esses nossos filhos, uma vez que eles são igualmente filhos das nossas mães como também do nosso Pai do céu.

Mas ao “aceitar” isso a igreja não terá mais um pretexto e desculpa para entrar na política, levantando a bandeira de fachada de uma defesa da moral crista, quando quer na verdade uma e garantia e posição na sociedade.

Mas não é porque eu não acredito no moralismo cristão dos políticos evangélicos, que eu concorde com o movimento Gay e suas propostas, mas em um meio termo, pois para um “filosofo” naturalista a-moralista como eu, esta bem claro que homossexualismo não é nem natural (como eles querem) e nem imoral (como os cristãos afirmam), mas um “acidente” existencial.

Em tese o homossexualismo é antinatural, pois todos os impulsos sexuais visão inconscientemente a perpetuação da espécie. O Prazer em si é um engodo da natureza para ajuntar os pares. Assim como o sabor do alimento é uma forma de atrativo para nosso paladar que tem por finalidade ultima a nossa saúde e alimentação, e assim como o prazer do sono não é uma finalidade, mas meios para nos levar a reparação das necessidades do corpo.

Ou seja, o prazer não é uma finalidade, mas um meio necessário que a natureza usa para sobreviver. Objetivamente jamais pode se provar a naturalidade da homossexualidade pela atração visto ela não ser intrínseco ao ser e natureza do homem, mas resultado de experiências e da formação do temperamento, personalidade e gênio de cada pessoa.

O mundo sobrevive pela relação heterossexual, pois se só existissem homossexual numa geração, a raça humana seria extinta. Ate mesmo as atrações especificas de uma pessoa por outra tem a sua origem no instinto que inconscientemente quer através da sutil percepção dos genes dos outros através do cheiro dos feromonios, aperfeiçoar a sua prole.

Por que somos atraídos pela beleza? A não ser pela saúde que ela representa, a qual o instinto percebe o sucesso da procriação.! Conclusão: a heterossexualidade é a regra absoluta em tese.

Mas a verdade objetiva do mundo como regra de naturalidade não é a verdade subjetiva de cada um na sua condição existencial de experiência humana. O que uma pessoa é por fatalidade da existência, não é antinatural para ela, pois constitui a sua própria condição de ser.

O que é o mesmo que dizer que o que é antinatural no mundo, não é imoral no individuo, pois não constitui uma escolha pervertida consciente e determinada. Mas uma condição de vida que o destino o impôs, sem o seu consentimento prévio.

E toda teologia “homofônica” foi escrita mesma com base no “ódio” dos heteros convencionais aos homens “afeminados” o que é uma práxis antiga relegar a Deus todo o sentimento moral de aversão do profeta que usa da boca de Deus para fazer teologia com seu instinto de “macho”.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Vicios secretos



Seus pés batiam de inquietação. À hora não passava e o moço não terminava logo sua longa história, o Reverendo estava impaciente, e dizia assim: “não precisa entrar em detalhe menino, Deus não te requer um relatório, apenas arrependimento e mudança de vida”

O jovem estava desesperado, pois seu patrão estava prestes a descobrir seus pequenos desvios de meses a fio, sentiu se julgado por Deus, acreditou ser a mão de Deus a massacrá-lo com as inquirições e preção do clima tenso do seu serviço.

Antes mesmo da conclusão o Pastor interrompeu e disse ao jovem: “meu querido, vejo em ti teu sentimento de arrependimento e desespero perante o Senhor, ele olhara tua contrição, e te livrara da punição dos homens ímpios, vai-te em paz Amado...”

Assim despedindo o aflito, e agora semi-aliviado rapaz, chamou logo para dentro do gabinete o homem que estava esperando para o aconselhamento, e que estava sendo acompanhado pelo pastor em um caso difícil de traição e reconciliação.

Virou se para o homem, puxou a cadeira mais para frente, fechou a janela para não entrar som externo, seus ouvidos se aguçavam, seus olhos brilhavam, pois aquilo satisfazia de alguma forma uma vontade contida dentro dele, e sem esperar introdução disse logo ao irmão: “então onde estávamos mesmo?”

“Como eu tinha dito pastor - disse o homem- foi ela quem me dirigiu à palavra primeira na agência, teve um dia...” o reverendo interrompeu neste começo e disse: “conte tudo, não tenha medo, o teu perdão e a tua cura esta na sua honestidade em não esconder nem um detalhe que você julgue vergonhoso”


Gresder Sil

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A facilidade da felicidade



Venha cá, vamos conversar... Me de cinco minutos, que eu vou te mostrar a como ser feliz... e como viver com leveza!!! Você permitiu que a sociedade te colocasse um fardo maior do que você pode carregar não é? Nossa!! Meu deus!! É tão fácil ser feliz!

É só deixar a bagagem e pegar somente o necessário para viver, e caminhar...
Caminhar, amigo(a) caminhar…
Será que você entende isso?!

Caminhar significa que não temos um ponto definido, uma estação certa, mas apenas uma estrada.
Pois se buscarmos repouso!?...
Não o encontraremos nunca numa vida tão cheia de incertezas e incidentes como a nossa.Temos que viver um dia de cada vez, uma vez de cada dia

Fazer o que é possível hoje,
levar o que podemos carregar somente.
Não querer voltar para pegar o excesso;
mas pegar o que falta pela estrada.

E caminhar...

Ver simplesmente o que esta diante dos olhos.
Não se preocupar com o que os olhos não vêem ainda,
mas andar para frente.
Devagar às vezes;
Correr quando for preciso.
Mas sempre para frente
Não parar!
Não existe ponto fixo.
Mas apenas uma estrada!

Se der para estudar, estude!
Se não der, não estude.
Se der para casar, case!
Se não der, não se desestime.
Se tiver filho, ame!
Se não tiver, ame os sobrinhos.
Se tiver casa pinte-a!
Se não tiver, alugue uma.

Tenha o que puder, ame o que tiver;
somente o que tiver a sua mão faça!
O que não der não se inquiete,
milhões no mundo se aflige pelas mesmas coisas e não vêem sobre você uma carga maior do que a dos outros, cada um recebe a sua carga.

Olhe para baixo!
Não tem casa própria?
Milhões perdem casa nas enchentes todo dia.
Mão tem amor?
Milhares nunca se quer, vão amar ou serem amados um dia.
Não tem muito dinheiro?
Milhões morrem de frio e fome...
Pra pessoas privilegiadas como nós só é infeliz quem quer
A felicidade esta ai
Pegue-a

Viva!! e também espere a vida te surpreender...
Espere ela ditar os caminhos que tem para você.
Você tem os mapas, mas os ventos e as chuvas não estão sobre seu poder.
Deixe a vida te conduzir, não face tudo sozinho(a).
Ela será generosa com que respeita as leis da existência e da vida.

E pouco é suficiente para viver.
E tudo o que essencial é fácil de se obter.
Sofremos por coisas que não são fundamentais!
Por coisas que impomos a nos mesmos...

Você acha que quem alcançou alguma coisa na vida foi porque lutou muito?
Não! Absolutamente não!
Elas apenas estenderam a mão para pegar o que estava a sua altura. Mas para algumas pessoas a vida deu braços curtos.
E são por isso que elas não alcançam...
Estão ninguém é perdedor ou ganhador! Certo?!

Mas apenas um ser aleatoriamente jogado ao mundo
Pegue a sua porção.
O que estiver no seu caminho.
O que Deus te enviar a cada dia...
Somente isso, somente o que você conseguir carregar.

Gresder Sil

15/08/2010

Retirado de um bate papo emocionante e inspirador do MSN

sábado, 28 de agosto de 2010

BICHO MULHER

A mulher quer ser amada do jeito que é, mas não quer ser vista como é realmente. Tem uma incrível necessidade de se esconder, ocultar intenções, dissimular interesses, precisa maquiar-se, disfarçar imperfeições, vive da exterioridade. Deseja sinceridade, mas não há suportaria [1]. Quando cortejada, sobre o discurso de que para um algo mais precisa confiança e sentimento, se esquiva. Sendo na verdade nada disso, em casos rápidos e momentâneos, no jogo da sedução quanto mais estranho o pretendente melhor, menos ele vê, e mais ela preserva o seu orgulho, mantém a sua pompa e domina a situação [2]. Quando dissecada interiormente em suas fraquezas, se sente desconfotaver e desnudada. Quando bela livre e jovem, deseja ter o orgulho de mulher difícil, intocável. Mas se contradiz, pois o contingente que dispensa não passa dos reprovados da seleção que faz aceitando os mais interessantes [3], no fundo se equipara a condição do homem a qual censura, enquanto não encontra o parceiro “certo” vivem passageiros bons momentos com os “errados”.

Aos quinze quer viver uma historia, com vinte deseja ser amada, nos trinta quer simplesmente um homem, já com quarenta não precisa de homem, só de sexo [4]. A mulher é mais animal do que o homem tem um instinto a mais: a maternidade. E todas as suas relações com os homens em suas fases da vida são determinadas pela sua necessidade de ser mãe. Sendo adolescente enumera pequenos romances, por ser esta uma forma da natureza para ela conhecer os homens e escolher o pai de seus filhos. Quando moça é dominada pela necessidade sega de fidelidade, a qual não se permite um simples flerte ou o prazer de ser paquerada. Puro instinto de fêmea quer garantir a presença do macho para procriar e proteger a prole [5]. Mas sendo completamente adulta esta mais aberta ao rompimento, traição ou a viver só, já que descobre que seu marido não merece tanto por ser tão idiota como os demais. Isto por que o homem já fez a única coisa para qual ele é útil a mulher [6].


A mulher é profundamente determinada inconscientemente nas suas primeiras posturas diante da vida e dos homens pela imagem do primeiro homem que conhece: o pai. Nelas se prova a tragédia de Édipo Rei: quanto mais o ser humano quer fugir do seu destino mais rápido se encaminha a ele [7]. Três são as suas opções: a miséria de ter quem quiser e ser desejada por todos, mas não ser amada por ninguém; a vergonha de ter ao seu lado um parceiro inferior a ela; ou ser dominada pela força bruta da ignorância ou pela força psicológica de uma mente superior [8]. Quanto mais feminista menos feminina é. Quanto mais individualista menos chance tem de ser feliz no amor. Ao rejeitar a prata oferecida a elas por nobres pretendentes por causa da sua ambição de ouro, muitas acabam nadando na lama [9]. E por querer ser absolutamente emancipada e se igualar ao macho se torna tão besta quanto o bicho homem.

Gresder Sil*21/10/10


Notas explicativas**

[1] O que toda mulher quer e deseja quando diz querer um homem sincero é apenas que ele a ame mais do que todas as outras que eventualmente tenhas passado por sua vida, ela só quer a exclusividade dos seus sentimentos, ela só que ser a única e ultima em seu coração. Isso não significa que ela queira saber toda a verdade sobre ele, que ela possa suportar toda verdade dele, antes uma boa dose de insinceridade, e uma pitada de “inocentes” mentiras são essenciais para um bom relacionamento, pois a realidade nua e crua da vida e de nossa natureza, sem inspiração e ilusão são insuportavelmente patéticas e miseráveis. Precisamos de poesias e poetas para viver, pois “todo poeta é mentiroso” e é uma boa “mentira” que nos faz prosseguir.

[2] Na natureza e na sociedade sempre e na maioria dos casos é a fêmea que escolhe primeiro o seu parceiro, é ela que decide em ultima estância. Se ela não se sentir atraída instintivamente e intelectualmente pelo pretendente, em vão será toda tentativa de conquista. Ela apenas faz a sua aparição, da o seu ar da graça, enquanto os machos fazem o seu canto, demonstram suas forças, revelam a beleza de suas plumas coloridas e papos e cristas avolumados. E assim, logo em seguida tendo escolhido o parceiro pelas suas razões pessoais de segurança emocional e desejos inconscientes, naturalmente ela dará certos sinais sutis ao macho que daí em tão, e só então esta apto a fazer sua corte e conquistar sua amada.

[3] Não existe isto de mulher difícil, e nem mulher que não possa ser conquistada, mas apenas o homem certo na hora certa e no lugar certo. Encaixando estas circunstâncias toda e qualquer mulher em toda circunstância social pode ser “seduzida” não existe castidade de moça e fidelidade de mulher no sentido moral de resistência e livre arbítrio, existem homens errados na hora errada e nos lugares errados que juntamente fazem uma barreira natural de proteção. Pois se entrelaçando uma gama complexa de circunstâncias, carências e momentos específicos em uma oportunidade que venha a complementar a lei da busca e da procura, qualquer mulher pode ser tomada, pois não existe um forte seguro, mas mil situações e ocasiões, e a ocasião faz o ladrão.

[4] Antes dos vinte anos é impossível uma moça amar um homem, pois ela não consegue ver ainda o homem, ela não pode o perceber, portado no máximo ela vai fantasiar sobre o homem. Entre vinte e trinta anos com todo o seu ser, com todas as suas entranhas, poros e suspiros, ela deseja ser amada por um homem. Ela cegamente pela natureza de mulher pronta para ser mãe necessita disso. Passado esta fase ela não ama mais o Amor, não busca tanto o amor excelente, mas aprendeu a ver o homem sem a ânsia de ser amada, portanto ela gosta agora do homem, do jeito do homem, do ser do homem. Não quer um amor, quer um parceiro, um cara legal ao seu lado. Um homem que seja homem, para ela ser e se sentir mulher.

[5] Depois dos quarentas se a mulher não amou, provavelmente nunca mais vai amar de verdade em sua vida. Ela pode se apaixonar muitas vezes depois disso, pode se encantar pode perder a cabeça, mas tudo isso uma hora passa, e por mais que teimosamente sonhe com um amor o que ela precisa mesmo é de se sentir Viva, e de ser sexualmente uma mulher completa, independente e livre para o “amor”, seja isso com o marido amante ou namorado. Pois agora o sexo perdeu suas funções vitais de procriação é a libertou ou para dele se abster ou fazê-lo seu momento decidido de prazer. Quanto ao homem do amor de verdade se ele ainda não esta com ela, ela o deve ter perdido ou deixado em algum lugar de sua vida entre seus vinte e trinta anos.

[6] Pela natureza a partir dos vinte até os trinta anos esta é a melhor fase para a mulher ser mãe, tanto física como intelectual e emocionalmente. E seus instintos mais elementares e desejos mais inconscientes vão buscar e desejar um macho que tenha todas as características genéticas e individuais para dar a ela a melhor cria possível. É o filho do amor, feito no leito do amor, escolhido e selecionado pelas exigências inatas e inconscientes do desejo de cada um em se perpetuar sadia e perfeitamente em suas descendências. Nesta fase ela instintivamente quer sentir seu homem inteirinho dentro dela, deseja receber seu sêmen. Depois disso o homem não é para a mulher tão importante, pode viver sem ele, e o mantém por carinho companheirismo ou comodidade mesmo. Depois disso ela pode se sentir usada como um deposito de espermatozóides e uma lixeira humana e o homem pode se tornar para ela com o tempo um perfeito idiota, que ou a facilita para outro que a faz rolar e pular com ele na cama, ou ironicamente a perde para um outro que faz papai e mamãe maravilhosamente enquanto ele o marido de forma desconfortável para ela a faz de peteca desesperado em se prevenir de um amante genioso.

[7] Quando adolescente a menina pode até ter como ídolo os galãs de trinta, pode ser louca por eles, mas somente vai ficar e paquerar com meninos de sua idade, pois ela foge a todo custo de qualquer homem que represente a figura dominadora do pai. O pai é o protótipo de homem que ela não quer, que ela se esquiva a todo o momento, pois deseja a liberdade, a independência, e por isso escolhe aqueles que estão no seu nível e que pode digladiar com ele em pé de igualdade ou até dominar na relação. Mais isto somente enquanto seus instintos não foram aflorados, pois quando se tornar uma moça completamente pronta, seus desejos vão traí-la procurando um macho mais forte, e o mais poderoso do clã em que vive. Tratasse da sua intuição consciente e inconsciente de mãe que quer o melhor progenitor e provedor possível. E que acabara por dominá-la como ela tanto temia: “e seu desejo será para seu marido”.

[8] Entretanto se for fazer sua escolha baseada na sua razão, mesmo que se sinta atraída pelo macho alfa: o mais belo, sedutor e poderoso da sua “tribo” ela sabe que só será única de um homem que seja menor do que ela. Tratasse do macho beta, de um homem que não tenha o mesmo nível de encanto pessoal e beleza física do que ela, que não é necessariamente um homem inferior, mas um homem com menos atrativos aparentes do que ela e que pode ser muito perspicaz, dedicado e próspero, e que por possuir uma esposa de mais destaque fisionômico e gênio intelectual do que ele, ele ira ser um excelente marido que vai fazer de tudo para preservá-la ao seu lado. Mas assim se antevendo ao adultério do homem, por não escolher o macho mais atraente e fogoso, ela acaba que ficando vulnerável no futuro a ela mesmo ser a traidora, pois neste caso não se tem saída, ou se escolhe a probabilidade de ser traído ou a possibilidade de trair.


[9] Na busca da felicidade, na busca de serem amadas algumas mulheres se encaminham cada vez mais para longe do que tanto procuram. Não é a estrema beleza e perfeição física que fazem delas mulheres desejadas, antes pelo contrario algumas carregam em si a maldição de serem gostosas, pois para algumas tais atrativos se sobressaem sobre todos os outros seus talentos pessoais, o que acaba atraindo os machos somente para o desejo físico, a qual depois de saciado fará com que o homem procure outra que tenha muito mais do que carne a oferecer. Tanto quanto também as mulheres mais femininas, inteligentes e independentes apesar de deixarem os homens de quatro por elas, não são necessariamente as mais amadas do mundo. Antes as mais adoradas não são as mais belas, gostosas e poderosas, mas as que têm um jeitinho todo especial seu de ser, que é o que realmente faz com que um homem ame uma mulher. Ou seja, as que muito escolheram e lutaram para serem as mais cobiçadas se tornaram tão impessoais e divinas que deixaram no caminho os únicos caras legais que poderiam amá-las de verdade.


*O texto foi escrito em abril de dois mil e nove e as notas em agosto de dois mil e dez, expressando exatamente sem alteração a idéia central subentendido no texto de dezesseis meses atrás.

**Como eu nunca pesquiso nada para escrever não existem fontes citadas, pois todo conteúdo é tirado da absorção de minhas antigas leituras e de minhas experiências particulares, por isso devo este texto tanto a leitura que fiz a cinco anos atrás do artigo: “a metafísica do amor” de Arthur Schopenhauer como principalmente a observação inevitável de todas as mulheres que conheci, convivei e amei, com todos os tipos humanos de amores, desde a minha infância até principalmente hoje.


domingo, 22 de agosto de 2010

“Verdade é subjetividade”



Mas o que é verdade mesmo? A verdade que acreditamos hoje ou a que vamos acreditar amanha. Visto ter sido o “engano” do nosso passado tão fundamental para nós chegarmos hoje a nossa verdade que não será mais verdade depois de amanha.

Qual é a verdade, Verdade? A verdade dos homens modernos ou dos nossos ancestrais primitivo e nações antigas que não mais existem? O que é verdade, a nossa a qual chegamos hoje na idade contemporânea ou a que chegaremos amanha em uma nova Era e milênio aonde todo conhecimento atual será apenas provisório e infantil para uma nova visão de realidade criada por um novo tempo e por novas realidades.

Qual verdade é mais Verdade, a verdade de quem esta dentro da caverna aprisionado ao seu modo de ver as coisas pelas sombras e nada sabe dos que estão no mundo de fora, ou a dos que contemplam a imensidão indecifrável e incógnita do universo ainda infimamente mal explorando?

Que sabe mais? Aqueles que não sabem nada ou aqueles que sabem que nada sabem sobre a origem inatingível da vida, explicada por mitos religiosos ou científicos?

Qual é a verdade mais Verdadeira, a verdade daquele que é feliz por não saber da infinitude inexorável daqueles que presumem estarem libertos das cavernas profundas da ignorância humana. Ou a verdade daqueles que sabem que estando livres para ver, somente enxergam às paredes limitantes de um universo contraditoriamente místico metafísico e cientificamente milagroso.

A verdade esta em movimento, como um circulo que abrange toda a extensão da vida, e apenas estamos nela em algum ponto de sua rotação, e por isso sempre acreditaremos nela de um ponto de vista, visto não podermos ter todos os ângulos possíveis, mas apenas de forma gradativa enxergar a cada dia melhor.

A verdade é subjetividade, cada um tem a sua, no seu tempo, na sua capacidade de entender, suportar e digerir. A verdade é a verdade nossa de cada dia, uma verdade por dia, uma desilusão por noite, uma redescoberta estonteante no esplendor do meio do dia, um retrocesso melancólico ao entardecer e um desdém filosófico agnóstico na contemplação da Verdade absoluta do amanhecer.

Verdade é como umbigo, cada um tem o seu, conforme quer crer, conforme quer ver, conforme se recusa em saber, conforme deseja, ou não desejar saber, que não quer querer saber. A verdade num mundo infinito aonde ninguém nunca a esgotara, não importa para um ser finito, cuja vida é um sopro que se esvai antes de ele tomar conhecimento de um milímetro de todo oceano de conhecimento que é a vida e a eternidade do ser e da matéria existente.

Mas qual é mesmo a verdade mais importante, a do homem ou da criança, a do ser humano ou do animal? O que importa se uma cidade é construída encima de um ninho de formiga, se elas estão felizes na sua mais absoluta ignorância da verdade dos homens que despreocupados e impiedosamente as pisa.

O que importa para uma criança o quanto é duro a realidade dos adultos sendo que elas nem ainda aprenderam a falar e escrever para ainda um dia ingressaram no mundo que ainda não se tornou a sua realidade, cujas verdades, só serão Verdades quando elas estiverem prontas para saber.

O que importa a porcaria da realidade de um ser humano comum para um altista, ou para um deficiente físico ou mental. Cada um tem o seu mundo, cada mundo tem a sua verdade, cada verdade tem sua lei, cada lei visa ou único bem absoluto de todos os entes sensíveis do universo que é a FELICIDADE.

Só a felicidade é absoluta, pois somente ela se atinge em todos os níveis de conhecimento, em todos os mundos individuais, em todas as realidades que atinge o ente no mundo, no seu mundo, no seu universo, criado pelo seu deus, e perturbado por seus demônios.

Cada um tem o seu absoluto e o seu conceber sobre a vida, pecado e morte, portanto que cada um siga a sua consciência não impondo sobre os outros seus próprios absolutos. Para cada mundo: uma lei; para cada consciência: uma moral; para cada caso: uma decisão; para cada individuo: uma vontade.

O que importa a verdade de que lá não sei aonde tal sujeito descobriu isso ou aquilo, o que importa a verdade da qual as matérias do universo são formadas por micro partículas, o que importa isso ou aquilo se tais verdades não me atingem, não me acrescentam ou me diminuir.

O que me importa a sua verdade se ela não me é útil, se ela não me eleva, se ela não me transforma, se ela não me faz um indivíduo feliz. Só a felicidade de cada ser neste mundo importa, conforme as suas estruturas, interpretações, sonhos, mentiras e verdades que só são verdades para ele.

A verdade é subjetividade, e a subjetividade é a busca solitária de cada um no seu universo interior em busca de sua felicidade. A felicidade é o bem máximo, o bem mais desejado, o bem mais buscado, a felicidade é o alvo supremo da vida. Cada um chama por um nome: Deus, amor, saúde, fé, amizade, dinheiro, prazer.

Mesmo assim a felicidade não é absoluta em seus meios, pois cada a um busca por um caminho. Que cada um acredite no que quiser, que cada um busque o que quiser. O direito de se crer em duendes por mais irreais que eles sejam para mim, é direito supremo de cada alma, cuja possibilidade de imaginações e sensações compõe a beleza diversa do mundo.

Qual triste seria o mundo se crescermos em uma só verdade, qual incolor, qual sem sabor, quão tirano seria seguir apenas a verdade dos libertos da caverna, sendo que cada caverna tem a sua profundidade com a sua multiplicidade de seres microscópios, cada um com a sua verdade, cada um com a sua necessidade para sobreviver.

Qual triste seria para um nativo que se deslumbra com o mistério sobrenatural da natureza, ter que acreditar que no mundo só existem: matéria e movimento, e não uma rica variedade de espíritos que dão sentido a sua interpretação transitória do mundo, do seu mundo, do seu deus, e conseqüentemente: do fim deste seu mundo por este seu deus.

Gresder Sil

Escrito originalmente em 05/06/10

domingo, 15 de agosto de 2010

Boletim semanal do templo sede



Era exatamente a hora da Palavra, todos estavam atentos para ouvir, mas o choro daquela menininha se estendia por todos os recantos daquela imensa igreja no domingo. Inevitavelmente muitos viravam seus pescoços para traz não só para ver, como também para intimidar com os olhos os pais responsáveis pela aquela criança.

Mas eles nada faziam ou conseguiam, e o choro não se continha, alguma coisa trivial queria aquela menina. Mesmos os mais sensíveis se sentiam incomodados e os pastores ansiosos olhavam para de onde vinha aquele choro desejando intimamente que alguém fizesse alguma coisa para calar aquela garotinha.

Mas em um mágico momento eu pude perceber que servia para alguma coisa o boletim* informativo entregue na porta da igreja todo domingo, pois um rapaz sentado a alguns bancos acima da menina fez com ele um admirável passarinho de papel e docemente entregou aquela linda garotinha que surpresa a fez parar de chorar imediatamente naquela hora.

Mas o que mais aquietou aquela menina não foi a novidade e genialidade do presente repentino, mas a sensação estampada em sua carinha que fixamente olhava para o moço de que alguém naquela multidão se preocupou não em a fazer parar de chorar, mas se procurou com ela. Pois enquanto todos se incomodavam com o choro ele se incomodou com o incômodo daquela menina, e ela pelo jeito desconcertante como o olhava se sentiu especialmente notada.

Aquilo me emocionou intimamente. Ates de acabar o culto me levantei do meu lugar e fui até o moço que me parecia apenas um dois ano mais novo do que eu. Sentado ao seu lado eu disse uma frase que eu tinha memorizado para ele: “o que você fez por aquela menina foi à coisa, mas importante e bonita que eu vi aqui hoje. Os seus pecados foram perdoados no céu”

No meu ego eu queria sim ser um “Cristo” aquela ora. Mas creio que meu incomnciete me remeteu aquela passagem onde Jesus disse: “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

Se eu me recordo bem Jesus geralmente não dizia: “Eu perdoou os seus pecados”, mas depois de ser impressionado pela fé, coragem e singeleza de um ato de uma pessoa, conseqüentemente dizia: “vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados” ou “a tua fé te salvou”

Pois entendo disso que para Ele uma das coisas além da fé pessoal que também redime o nosso mal individual a que estamos submetidos num mundo cheio de maldades Reais e não pecados espirituais herdados, são a simplicidade com que notamos no olho do outro sem julgamento opressivo que no mundo ninguém realmente é inocente, logo logicamente também ninguém então será tido por nós como culpado no sentido teológico da crença, e todos os pecadores do mundo podem ser perdoados porque espiritualmente não existe um tal de Pecado Original.

Gresder sil

15/08/10 escrito as 23:07

*não tenho certezas se era mesmo o boletim rsrs

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Minha amiga Morte



Como ponto culminante que fecha e sela o ciclo da vida, a morte só pode ser vista como uma inimiga no âmbito religioso aonde a religião priva os seres de se saciarem com a vida. Nem inimiga e muito menos a pior delas, mas o elemento que se faltava para se completar e concluir o sentido absoluto da vida.

Uma vez que se encontra nas coisas da vida o sentido inerente a elas próprias, não mais se busca o significa das coisas fora da arena da história da vida. Isto porque estando em cada coisa e experiência o seu próprio sentido de ser, e não em um sentido ou propósito externo, as vivencias humanas serão plenas e satisfatórias por si mesmas.

A morte só pode ser temida aonde a vida não foi vivida, aonde o ser não viu e não se satisfez com a vida. Somente no ambiente religioso onde os sentidos das coisas não estão em i mesmas, onde os olhos estão postos para cima, e aonde as expressões espontâneas e geradoras da vida são podadas com olhos limitadores, a morte é tida como a ultima inimiga.

Quando encontramos no amor, na dor, na ação, no movimento, na busca, na fé, na esperança e no existir o seu próprio sentido aonde amor significa unicamente um sentimento maravilhoso de afeição, dor simplesmente sofrimento e privação da alegria, e fé puramente confiança em Deus, a morte como a ultima experiência constitui unicamente: conclusão, fim e descanso.

Quem amou alguém de verdade, sua família com generosidade, seus amigos com lealdade; quem perdeu seu tempo e brincando se sujou com crianças, quem parou para se embebedar do cheiro das flores e do canto dos pássaros; e quem foi grato a Deus pela vida, e com fé na justiça lutou por uma sobrevivência digna, esta pleno da vida, não precisa desejar as coisas de cima, e não somente pode receber a morte de bom grado como uma boa amiga, como também pode a esperar tranquilamente como a ultima experiência indispensavelmente necessária da vida.

Esdras Gregório

Nascido em 10 de agosto de 1981

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