
É lógico que a teoria dos quatro temperamentos* é reducionista e generalizada por existir muitas variantes destas personalidades. Mas mesmo assim serve como bússola para se poder entender em qual tipo de temperamento um homem mais se encaixa e assimila. Por esta razão dá para se explicar como uma instituição religiosa, e denominação cristã aleatoriamente aproveita cada tipo de homem para cada função especifica conforme o adequar de seus traços típicos indispensáveis para o acabamento proveitoso do conjunto.
Os homens do tipo fleumáticos de temperamento calmo e pratico são o contingente de porteiros, zeladores, diáconos e secretários da igreja. Eles são por natureza eficientes e cumpridor de seus encargos. São homens simples, mas muito produtivos que por não terem capacidade religiosa de ensino e estudo, se contentam em servir a igreja. Por temperamento eles não são homens fervorosos de orações e estudiosos da bíblia, mas são leais e sinceros em sua fé e conduta, sendo geralmente excelentes cidadãos prósperos.
Já os homens do tipo melancólico, sensíveis, nervosos, idealistas e dedicados são os que naturalmente se tornam professores de escola dominical, teólogos e doutores doutrinários. Estes são por temperamento perfeccionista e e conseqüentemente defensores da correta ortodoxia. Sua fonte de conhecimento se resume no estudo da bíblia e da historia eclesiástica de sua denominação. Por natureza eles são afetuosos e emotivos, de profunda vida de oração, fé pura e caráter integro, que não se envolvem profundamente nos meandros administrativos e ministeriais.
Um outro tipo é o do famoso temperamento sanguíneo, que são os impulsivos, comunicativos e extrovertidos. Que obviamente acabam virando os pregadores e cantores das igrejas. Por instinto eles têm tendências mais negativas como a serem indisciplinados, interesseiros, barulhentos, versáteis e dúbios. Estes estudaram muito mais do que a bíblia, para terem um vasto arsenal de cultura com que eles entusiasmam com sua eloqüência natural os seus ouvintes. Por serem atores vendedores e sofistas por natureza eles não são tão íntegros em sua conduta e ensino. Só não são abolidos, porque servem ao sistema como entretenimento da massa.
Por ultimo e mais importante nesta escala de cargos são os poderosos coléricos que são lideres natos e enérgicos resolutos. Estes são os que alcançam a importante função de pastor, presidente ou fundador de uma igreja. São homens decididos, audaciosos e eficientes por pura tendência de temperamento. Se um dia foram, a esta altura de responsabilidades já não oram e não dependem de oração, mesmo que tenham que dizer que é Jesus que dirige a igreja. Pois sabem que a organização se mantém por seus planos orçados e audazes decisões, nada santas e bíblicas.
Os coléricos são astuciosos por natureza, e como verdadeiros lideres auto-suficientes e inteligentes, estão acima do senso comum do bem e do mal, ocultando ou deixando iludidos os fieis para o bem geral da instituição. Os fins sempre justificam os meios, pois os métodos heterodoxo e seculares de organização se justificam por harmonizar o grupo e prosperar em paz a vida comunitária e financeira da instituição. E por estar à frente da denominação ele entende, sem ser entendido, cada um dos tipos de homens que precisa para cada função. Ele não é justo ou injusto, ele é o Líder.
Gresder Sil
*Inspirado na teoria dos quatro temperamentos de Hipócrates e na observação pessoal atenta de anos, de diversos homens conhecidos de igreja, que se encaixam perfeitamente na analise deste texto.
Escrito em 13/12/10





